Há pouco mais de 30 anos mais uma Unimed nascia no Brasil – a Unimed Vitória. O sistema Unimed tem cerca de 380 cooperativas em todo Brasil e se consolidou no país por sua excelência em serviços de saúde. Neste período a empresa fortaleceu sua marca cada vez mais e atuou intensamente na mente dos capixabas através de campanhas criativas, ações promocionais e diversos outros esforços que, como resultado, mantiveram nos últimos 14 anos a marca Unimed Vitória em 1° lugar na pesquisa de Recall promovida pela Futura/A Gazeta. Como uma empresa de visão, a Unimed Vitória agora investe também em iniciativas na web e aposta nas ferramentas digitais. O Melhor do Marketing entrevistou Camila Carvalho e Carolina Castro, Coordenadora e Analista de marketing da Unimed, para um bate papo sobre comunicação, marketing e mercado.
O Melhor do Marketing: Esse ano a Unimed Vitória completa 31 anos. Conte pra gente, um pouco dessa história e também como é fazer parte durante mais de 14 anos da lembrança das pessoas como a Marca mais lembrada, segundo o Recall de A Gazeta.
Somos uma cooperativa fundada em 27 de agosto de 1979, e hoje uma referência dentre as Unimeds do país, justamente pelo trabalho desenvolvido durante esses quase 31 anos. Hoje fazem parte da Unimed Vitória cerca de 1200 colaboradores, 2200 médicos cooperados que atendem mais de 250 mil clientes. Acreditamos que um dos principais motivos desse sucesso seja a forca da marca Unimed, a solidez da empresa no mercado local e nacional, constantes investimentos de relacionamento com os nossos clientes e com a sociedade, atendimento, capacitação, modernas ferramentas de gestão e novas tecnologias. É todo um conjunto de ideias e de projetos desenvolvidos ao longo dos anos.
O Melhor do Marketing: Vocês participam e se envolvem em bastantes projetos sociais, como por exemplo, o Dr. Unimed, Mutirão da Saúde e além das parcerias sociais, como o Junior Achievement, Banco de Leite, dentre outros. Para a Unimed Vitória, o que significa essa participação e qual a responsabilidade de vocês nesses projetos?
Nós, da Unimed Vitória, queremos participar do desenvolvimento da sociedade, e sem dúvidas o apoio a projetos sociais é apenas uma das maneiras nas quais nós nos envolvemos, nós lidamos com a vida das pessoas e sem dúvida também é responsabilidade contribuir de alguma maneira com o seu desenvolvimento.
O Melhor do Marketing: A Unimed Vitória investe muito em ações promocionais, como foi esse verão na Bacutia em Guarapari e outras praias da Grande Vitória, por exemplo. Vocês acreditam que esse formato gera mais retorno pra marca?
O que as ações promocionais que realizamos geram para nós é uma proximidade maior com nossos clientes e sociedade em momentos fora do ambiente de consultório ou hospital. Nas ações é possível ter um feedback imediato do nosso trabalho. Durante algum tempo nossa maneira de marcar datas comemorativas era apenas com anúncios e sem interação com o público. De dois anos para cá, nesse novo modelo que adotamos, estamos presentes em quase todas as datas importantes na área de promoção à saúde em ações que estão alinhadas com a missão da Unimed, tanto online quanto offline.
O Melhor do Marketing: A partir de qual momento surgiu a ideia/necessidade do envolvimento da marca no ambiente digital e nas redes sociais?
Essa necessidade já existia, porém precisávamos fazer as coisas na hora certa e no momento certo. Um exemplo disso foi a Campanha “Todo mundo pode” criada pela Agência MP Publicidade com o Rafael Cortez do CQC, na qual envolvemos todos os elementos de comunicação, como vts, outdoor, links patrocinados, hotsite e banners em sites com temas relacionados aos da campanha. Também em 2009 criamos o Wiki Viva para a campanha de 30 anos junto em parceria com a E-Brand, e em 2010, quando o Fluminense veio ao estado realizar sua pré-temporada, criamos a campanha: Sou Tricolor de Coração, com os criativos da MP, que criaram o mosaico tricolor, desenvolvido pela Labz.
O Melhor do Marketing: Quais são as novidades, e o que o público capixaba pode esperar de investimentos por parte da empresa ao longo de 2010?
Esse ano teremos um trabalho focado em nossa área comercial com uma nova campanha de vendas. Além disso, teremos ações pontuais no período da Copa do Mundo. Uma área no marketing que vem crescendo é a de Inteligência de Mercado, que é o setor responsável em desenvolver pesquisas de satisfação, mercado, recall de propaganda, produtos e específicas de algumas áreas da empresa. Com essas informações é feito todo um mapeamento e levantamento de diversas informações que norteiam as ações da empresa em diversos patamares.
Estamos em Janeiro e como o mercado publicitário sabe, o ano ainda não começou, afinal, o Brasil se tem mesmo a cultura de só começar a fazer alguma coisa após o Carnaval, em termos isso é verdade pois em alguns casos Janeiro é o mês para fechar relatórios do ano anterior, é o mês que muitos diretores e vice-presidentes saem de férias (e com isso as decisões de ações ficam sem ter o aval final) é o mês do “meio” do verão, onde muitas ações começaram em Dezembro e estão tendo continuidade em Janeiro, é o mês que as marcas investem pesado em praias devido a alta concentração de pessoas e por isso os departamentos de marketing estão correndo para acompanhar as ações, enfim, não é bem verdade que o ano começa após o carnaval, mas tem muita empresa que usa isso como “desculpa” para a ociosidade do começo do ano.
As agências – essas sim são as que mais sofrem com esse período – que não possuem clientes que tenham produtos com apelo para o verão, como por exemplo cerveja, sorvete, hotéis sofrem um pouco com a falta de campanhas ou ações de seus clientes; nesse caso, eu até acho um erro de alguns profissionais que usam a desculpa do mês de Janeiro, para não investir em nada, alegando que as pessoas não estão nas suas cidades e sim nas praias, mas que ele não vai investir na praia porque está muito saturado por lá!
Lembro-me – nessas épocas – de uma campanha, que se eu não me engano era do Conar. Na campanha, eles contavam a “incrível história do homem que não escovava os dentes no Verão” ou da “mulher que não comia carne em Janeiro”, ações divertidas que mostravam aos anunciantes que não é porque 1,5 milhões de carros desceram para a Praia que São Paulo ficou deserto! São Paulo, por exemplo, é a cidade que “ não para nunca”, pegamos transito as 3h da manhã de um domingo, por exemplo.
Mesmo que as pessoas viagem, outras milhares ficam em São Paulo. Só para manter o exemplo acima, se formos analisar a população da cidade de São Paulo por carros, se 1,5 milhão foram para a praia e 700 mil foram para o interior, São Paulo tem uma frota de 6 milhões de carros, logo, 4,8 milhões de carros ficaram na cidade, logo, olha o potencial de pessoas que sendo Janeiro, Fevereiro, Março,Abril mantém a mesma rotina: casa – trabalho – casa. E nessa rotina ouvem rádio no carro, acessam internet no trabalho, chegam em casa e assistem TV, lêem jornal, revista e com o detalhe de que se você é pai e sua família viajou, você terá mais tempo para ler revista e jornais, mais tempo para ver TV e com isso a possibilidade de prestar mais atenção nas mensagens que estão lhe passando, até as publicitárias; se o chefe viajou e o trabalho deu uma diminuída, haverá um aumento no seu tempo ocioso no trabalho, onde as pessoas vão acessar mais o Twitter, Orkut, Facebook, UOL, Terra, IG, MSN…
Enfim, sendo Janeiro ou não as pessoas continuam consumindo! Pode claro aumentar a venda de alguns produtos como cerveja, sorvete, saladas pelo clima, mas isso não impede que as pessoas tenham a necessidade de comprar um produto de limpeza, uma calça, um novo relógio… férias ou não, estando em São Paulo ou em qualquer lugar do mundo, as pessoas continuam consumindo. Porque as empresas param de anunciar então?











