Presença no Google Plus

Desde que começaram a especular sobre a nova rede social do Google, uma das perguntas era: Será que vai encalhar como o GBuzz ou GWave?

Se vai ou não, ainda não sabemos. Mas para quem estava apostando suas fichas sobre qual seria a primeira marca a entrar para o GooglePlus, não tem mais o que esperar:

Por enquanto a presença é tímida, com apenas 154 seguidores em seus círculos, portanto ainda é cedo para criticar sua performance, até porque a própria ferramenta ainda é nova e promete reformulações para bater de frente com seu principal rival, o Facebook.

Até o momento, a atuação da Ford se restringe a conteúdos institucionais e com pouca interação. Mas, como toda novidade tende a expandir, a movimentação do GooglePlus faz com que a Ford seja mais uma marca queridinha por se atentar às inovações sociais. Só pontos positivos para a marca!

Agora vem a parte da reflexão: Se a Ford vai mal das pernas nas suas relações digitais, por quê investir em outra rede? Ao que parece, vide a frase da bio na nova rede, mídias sociais faz parte do core business da Ford: “Founded by Henry Ford in 1903, we make automobiles. And we like social media.

A parceria Barcelona/Unicef é uma das mais reconhecidas do esporte atual. O acordo entre as partes rendeu ao clube a imagem de més que un club, pelas ações globais que o Barça tem feito.

O esporte é um meio social de extrema importância. Os clubes já criaram esta consciência e aliam suas imagens as de instituições que prezam pelo bem social.

Os clubes brasileiros já tiveram ações sociais bem rápidas. O Corinthians em um acordo pontual com a AACD, que até utilizou a imagem de Ronaldo em sua época machucado, o SPFC, que estampou o Criança Esperança em seu uniforme, Santos, com a WWF, entre outros clubes.

Recentemente o Málaga, da Espanha, fechou uma importante parceria com a Unesco. A parceria faz parte da campanha “Imagine a paz”, que é voltada para internet, mídias sociais e promoverá a paz através do esporte. O clube terá a incumbência de, através de sua comunidade, incentivar ações que promovam o diálogo intercultural, racial e educacional. A fundação do clube, de jovens entre 6 e 19 anos, será forte aliada da Unesco.

O próprio Barcelona já havia feito uma parceria com a Unesco no dia internacional de combate ao racismo. Messi, Keita e Piqué, foram escolhidos para estrelarem a campanha.

Este é um dos lados bonito do futebol. Os clubes têm grande influência em seus torcedores e no esporte em geral. Cabe a eles terem ciência desta importância e estarem em constante busca de parcerias que promovam o bem estar social. É bom para a imagem do clube, para os beneficiados e para um futuro melhor.

Ainda pouco difundido no Brasil, o conceito de Shopper Marketing é muito utilizado por fabricantes em todo o mundo para atingir adequadamente seu público-alvo no ponto de venda. Mas em que, na prática, se consiste o Shopper Marketing?

Para compreender melhor este conceito, vamos entender um pouco sobre Trade Marketing, que se consiste nas estratégias entre fabricante x canal distribuidor (varejista) x consumidor final. O Trade Marketing é responsável pelo bom andamento das negociações entre as partes envolvidas, cuidando de toda a área logística, do relacionamento, ponto de venda. Porém, com o consumidor se tornando cada vez mais exigente, nasceu a necessidade de se criar uma área específica para conhecer e identificar seus desejos e necessidades. Daí surgiu o Shopper Marketing.

Quem é o Shopper?

O Shopper, diferente do consumidor comum, é o cliente que pensa, pondera e decide a sua compra. Ele avalia criteriosamente o custo x benefício do bem adquirido, e sofre uma influência diferenciada no ponto de venda. É o cliente que preza o relacionamento com a empresa, que leva em consideração a sua imagem perante o mercado e a sociedade, que valoriza o contato, a exclusividade, que pesquisa sobre a empresa nas redes sociais, que conhece a concorrência.

Por que Shopper Marketing?

Conhecer o Shopper é a melhor forma de atingi-lo adequadamente.  Quando se realiza uma estratégia direcionada, específica para aquele perfil consumidor, as chances de impactá-lo positivamente são maiores, pois este fará a leitura da comunicação adequadamente e, por consequência, a compra será efetivada.

Como fazer?

Com o advento da internet, mídias sociais, maior facilidade de acesso à informação, o consumidor se tornou um real conhecedor do produto, do seu fabricante, dos princípios da empresa e da sua imagem no mercado. É necessário que a comunicação com este consumidor seja específica, clara, objetiva, e que seja linear a todos os outros conceitos que a empresa prega (missão, visão, valores, etc).  Para isso, consideramos os seguintes itens:

Exposição: ao chegar no PDV, o Shopper é bombardeado por todo o tipo de estímulo.  Quando há o posicionamento adequado, com material de merchandising devidamente aplicado, a visualização fica mais fácil, mais atrativa aos olhos do cliente.

Interação: quando a ação no PDV é uma “via de mão dupla”, a compreensão da comunicação é mais fácil. Para isso, a presença do promotor/demonstrador é fundamental para tirar eventuais dúvidas, realçar pontos fortes do produto, realizar degustações, etc. Porém é muito importante que esta ação não seja caracterizada como “empurrar produto”, pois 99% dos clientes, principalmente o Shopper, odeia ser forçado a realizar uma compra.

Fator surpresa: todo ser humano gosta de ser surpreendido de forma positiva. Uma ação promocional direcionada, como essa da Ajinomoto, forma um diferencial na mente do consumidor, que faça com que ele prefira aquele produto, no 1º momento, como custo x benefício, e futuramente, com outras ações direcionadas (pós venda, etc), estará fidelizado àquela marca.


É claro que Shopper Marketing vai muito além disso. Ainda há muito o que se pesquisar. A verdade é que não há uma “receita de bolo” quando falamos da mente humana, mas quando procuramos entender ao máximo o nosso público-alvo, podemos mostrar o que ele quer ver e dizer o que ele quer ouvir no PDV. O ideal é que todas as ações de Marketing da empresa estejam relacionadas, sigam um mesmo princípio, para que todo o tipo de influência externa que esse cliente sofra possa levar ao tão esperado objetivo: o produto no carrinho e o cliente feliz e satisfeito no check-out.

Qual a importância de se repensar a comunicação existente e a partir daí, começar a pensar num futuro bem próximo e cheio de oportunidades?

Nos dias 9 e 10 de maio, acontecerá em São Paulo o CILIC – Congresso Internacional para Líderes da Comunicação. Com o tema “Marca Brasil e os desafios da realidade”, o Congresso visa refletir sob a ótica de grandes pesquisadores, como está a comunicação atual e qual o papel do Brasil nesse contexto.

O Brasil está realmente preparado para acontecimentos como a Copa 2014, Olimpíadas 2016, nova sociedade, as novas tecnologias, as mídias sociais, e outros? É hora de pensar sobre isso!

Abaixo, Josafá Vilarouca, presidente do CILIC nos deixa mais informações sobre a importância do evento e quais os impactos que ele pode causar na sociedade brasileira a partir dos líderes de Comunicação de todo o país.

Em uma época onde é impensável que grandes craques do esporte não sejam inseridos no mundo do marketing, Pelé e Maradona seriam imensuravelmente midiáticos.

Ambos ex-jogadores reúnem características bem distintas, e em suas épocas, também foram ferramentas de comunicação para grandes marcas.

Enquanto Pelé passa atributos como liderança, simpatia, humildade, tendo sido rei naquilo que fez, Maradona é tido como bad boy, polêmico, carismático e um mito no seu país.

Pode parecer mentira, mas no começo de sua carreira Maradona rejeitou associar sua imagem a bebidas e cigarros. Por outro lado, era frequente seu rosto em produtos como: Chuteira, sabão, refrigerante, pasta de dente, roupas e etc. Mesmo longe dos gramados, o craque argentino chegava a receber 4 milhões de dólares para jogar amistosos na Arábia e Qatar.

Ainda hoje, a camisa 10 do Napoli com seu nome é uma das mais vendidas do clube.

Pelé já foi rótulo de cachaça, da empresa Pirassununga. Quando jogador, era o que possuía o maior contrato com uma empresa de material esportivo, a Puma. Fortificante, café, sapato, carros, banco, eletrodomésticos, vídeo game e diversos outros produtos já foram associados a imagem do rei do futebol.

Pelé até hoje percorre o mundo promovendo (ainda que não precise) sua imagem. Após 30 anos longe dos gramados, ele arrecada 18 milhões de dólares por ano e teve recentemente sua imagem avaliada em 500 milhões de reais. Mesmo rei do futebol e de sua época, Pelé ganha muito mais dinheiro aposentado, do que quando jogava.

A mística da camisa 10 no futebol vem da magia que Pelé mostrava em campo.

Ambos jogadores também possuem características que por ventura não se encaixariam em perfis de empresas. O envolvimento de Maradona em diversas polêmicas, como as drogas, e a imagem nada inovadora e carismática que Pelé passa, poderiam ser prejudiciais para o fortalecimento de marca.

E você, como empresa, deixando o lado nacionalista, quem escolheria para promover sua marca?

Prestes a iniciar como fornecedora exclusiva de pneus da Fórmula 1 em Melbourne, na Austrália, a Pirelli investe em uma ação que tem apelo à volta das emoções nas pistas.

As ações que homenageavam o ícone do esporte no Brasil, Ayrton Senna, aconteceram em diversos pontos e a execução de um arranjo inédito do Tema da Vitória, emocionou os brasileiros.

Embora um conceito desconhecido para a maioria das pessoas – e confuso para profissionais de design, marketing e propaganda -, a semiótica está intrínseca à comunicação muito mais do que se imagina. Ciência de todo e qualquer tipo de linguagem e também dos signos – signos enquanto elementos representativos, e nada a ver com zodíaco -, é uma disciplina que contribui diretamente para quaisquer coisas relacionadas à comunicação.

“Signo é uma coisa que representa uma outra coisa” (SANTAELLA, 2006). O que isso tem a ver com marketing, design, mercado e todas as coisas correlatas? Tudo. Quando um designer – ou uma equipe – desenvolve uma marca, ele está criando um conceito e busca representá-lo de forma gráfica, ou seja, cria um signo que vai representar uma corporação cujos objetivos devem ser compreendidos por um terceiro grupo: o consumidor. Para atingir esse objetivo, são buscadas referências teóricas e mercadológicas.

Além de marcas, campanhas publicitárias também estão sempre sob essa análise semiótica, onde imagens são lidas – imagens estáticas ou em movimento, como propagandas de televisão – e interpretadas, fazendo com que sejam compreendidas e reações prováveis sejam causadas. Essa observação de “reações prováveis de serem causadas” não é feita durante o processo de desenvolvimento de uma campanha publicitária, mas talvez se um dos profissionais envolvidos tivesse conhecimentos relacionados, seria importante essa assimilação para a reflexão no material final e o impacto a ser causado no consumidor. A questão nisso é que as empresas se concentram apenas nas pesquisas qualitativas, centradas no consumidor, já a semiótica inicia a sua preocupação desde o início do processo – nesse caso, de criação.

Não cabe muito aqui entrar em detalhes dessa disciplina – e também ficaria muito extenso. Existem diversas formas de trazer a semiótica para esse contexto e uma delas é a tríade marcária. Desenvolvida a partir da pirâmide do mais famoso teórico semiótico, Charles Sander Pierce, a tríade posiciona três elementos constituintes da marca e, de acordo com a doutora em semiótica Clotilde Perez, uma marca pode ser analisada conforme a imagem abaixo:

A partir disso compreendemos o seguinte: IDENTITY MIX está relacionado a todos os produtos de comunicação feitos para aquela marca – embalagens, nome da marca, logotipo, slogan, etc. -, como MARKETING MIX, estão os conhecidos 4Ps, estratégias de distribuição e afins; por último, o IMAGE MIX, é o reflexo de todo o trabalho com a marca após o contato com o cliente: fidelização, feedback positivo, qualidade. Portanto, assim fica mais claro de perceber o quanto uma disciplina que parece estão distante – talvez até mesmo em virtude de sua complexidade – na verdade está completamente inserida no contexto mercadológico da comunicação gerido pelo marketing.

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