O design de embalagem como ferramenta de marketing

Enquanto algumas empresas dispõem de um departamento com vários profissionais competentes e verba disponível para investir em posicionamento diante do cliente, outras não têm a mesma sorte – nem porte que seja rentável a ponto de tais investimentos, e muitas vezes não sabem buscar alternativas para colocar sua marca frente ao consumidor de forma inovadora.

No mercado, especialmente de varejo, a última chance de o cliente decidir por uma marca em detrimento de outra é no ponto de venda. Com isso, muitas empresas optam por um aspecto gráfico semelhante ao líder do segmento, chegando até a conquistar (momentaneamente) um consumidor que esteja distraído, com pressa ou que compre pela cor da embalagem. Uma busca por amido de milho, por exemplo, mostra pelo menos seis embalagens – de empresas diferentes – todas seguindo a mesma linha da Maizena: caixa amarela, texto em preto e uma ilustração. Por experiência própria, posso dizer que realmente na pressa dá pra confundir.

No entanto, enquanto muitas empresas acham que apostar em parecer uma “cópia barata do concorrente” é lucro, existe outro lado que, além de cair como um diferencial, já funciona como uma estratégia de marketing: o design da embalagem. O primeiro aspecto em que o design contribui na tomada de decisão do cliente é tornando a embalagem forte, assim chama a atenção para o produto.

Depois, uma peça bem trabalhada pode levar o consumidor a se interessar por conhecer outros produtos e até mesmo a própria empresa – via website, por exemplo. Citando somente alguns.

As pessoas têm uma ideia que produtos com embalagens elaboradas são mais caros, de empresas maiores, porém muitas vezes não abrem mão de pagar mais caro por essa percepção de qualidade que algumas embalagens imprimem. O fato é que a embalagem, para quem consome, não é um elemento desvinculado do produto que ela contém. Dessa forma, o consumidor enxerga aquilo como um todo e, quanto mais interessante e inteligente for a relação entre a parte estética e a funcionalidade – aplicação dos textos, informações obrigatórias e etc, mais coeso e, por consequência, bonito aquele produto parecerá.

Assim, para empresas que não têm grande porte e nem recursos destinados à propaganda do seu produto, fazendo ações diferenciadas nos pontos de venda, campanhas em mídias diversas, esse cuidado com a embalagem pode trazer grandes retornos. É, através do design, se tornar grande aos olhos do cliente.

Quem escreve?

Luisa Moratori – Designer em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo viciada em livros, revistas, HQs, games e design. Compulsiva por rabiscar qualquer pedaço de papel. Apaixonada por marketing e branding e que não deixa passar nenhuma informação que possa virar criatividade.

Um dos objetivos mais essenciais ao profissional de marketing é influenciar a decisão de compra dos consumidores no mercado, em favor da satisfação de necessidades que os seus produtos e/ou serviços podem proporcionar.
Para que possamos compreender e influenciar decisões no processo de compra, é necessário identificar quais agentes participam deste processo e que papéis eles desempenham.

O consumidor em potencial, a quem chamamos prospect, desempenha papéis distintos e sucessivos durante o processo de compra, cada um com sua importância e peso, merecendo atenção específica e diferenciada. Bem, vamos aos agentes do processo de compra…

O Iniciador
O iniciador é a pessoa que primeiro pensou na compra.
Temos aqui o consumidor no momento em que, presente a motivação de suprir a falta, satisfazendo assim uma dada necessidade, imagina e procura identificar num produto esta dada capacidade ou utilidade.

Nas ações de marketing devemos sempre conduzir o processo objetivando fazer com que seja do consumidor esta iniciativa, caso ele ainda não a tenha tomado.

Não há consumidor que goste de estar comprando algo que percebe estarem tentando vender a ele.
O consumidor prefere sentir que ele está comprando, porque assim quis e decidiu.
O melhor pós-venda é aquele relativo a uma compra do consumidor.
O pior pós-venda é aquele que decorre de uma venda do vendedor.

O Influenciador
O influenciador é o elemento ativo que vai (sem que ao menos você saiba ou mesmo participe disto) dar justificativa à intenção de compra do Iniciador. Os profissionais de marketing devem tentar descobrir mentalmente quem ou o que executa este papel na ação de compra de seu futuro Cliente.

Podemos exemplificar lembrando que a moda, alavancada por campanhas veiculadas através da mídia de massa, é um poderoso e decisivo agente influenciador no processo de compra, por desenvolver culturas, criar hábitos, estabelecer costumes, disseminar maneiras, codificar e incorporar novas linguagens, etc. As pessoas certamente são influenciadas muitas e muitas vezes pelas sucessivas e novas tendências da moda.

Tratando de agentes influenciadores, não podemos descartar o papel exercido pelo sucesso ou a realização que o consumidor geralmente atribui a personalidades de destaque, assim bem como a vivência participativa no convívio com amigos, parentes, parceiros, etc.

As pessoas poderão (cedendo à influência) preferir esta ou aquela refeição por tratar-se do prato predileto de um artista que admire.

Podem ainda decidir-se por um restaurante que seja freqüentado por seus colegas de trabalho. Irão com certeza ao local de lazer preferido pela família; e, em outras circunstâncias e vínculos, talvez optem por ir à lanchonete ou à danceteria freqüentada por seus amigos das horas de lazer.

Na semana que vem, trarei a segunda parte deste artigo.
Envie sua sugestão. Até lá.

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