Inspiração muda tudo! Case Brastemp

Inverter o céu com o chão?

De acordo com a Cláudia Sender, Diretora de Marketing da Brastemp, o conceito dessa campanha é o de reforço no posicionamento de inspirar os consumidores a irem além do óbvio a enxergarem a vida de uma forma inusitada.

Parar São Paulo com um sorriso?

Segundo Levitt, a imaginação de marketing é o ponto de partida do êxito em marketing. Distingue-se de outras formas de imaginação pela capacidade especial que tem de entender clientes e seus problemas, e pelos meios de empolgar sua atenção e seus hábitos. Afirmando que as pessoas não compram coisas, mas soluções para problemas, a imaginação de marketing dá um salto inspirado do óbvio para o significativo.

Exercer a imaginação é ser criativo. Qualquer pessoa pode fazer isso, e a maioria das pessoas o faz quando não estão limitadas por convenções ou convicções. Para fazê-lo em negócios é preciso deixar de lado essas restrições, mas há também necessidade de disciplina, especialmente de afastar-se do que existe e do que existiu.

Para o profissional de marketing, o objetivo é captar e fidelizar clientes e a imaginação deve ter sempre esse foco.

A campanha da Brastemp “inspiração muda tudo” representa bem esse conceito.

Você, lembra algum outro case que remeta a esse tema?

Uma agência de publicidade possui diversas áreas. Depende do tamanho da agência ou da filosofia da mesma, pode ter mais ou menos áreas, ou até, áreas com nomes diferentes e objetivos diferentes, entretanto, as principais dentro de uma agência são: Atendimento, Planejamento, Mídia e Criação. Nenhuma é mais importante do que a outra, pois se uma não fizer bem o seu trabalho, as outras são prejudicadas. Mas essa é uma discussão para outros artigos.

Nesse artigo, quero passar que por mais que exista um departamento de criação dentro de qualquer agência ela não é a única responsável pela criatividade no desenho do projeto ou caminho da marca. Todas as áreas devem ser criativas para auxiliar no processo de criação, aliás, a criação é um processo e como todo processo ele passa por fases, metodologias até chegar a um resultado final.

O Atendimento precisa ser criativo na forma como explorar as reuniões com o cliente e entregar o maior número de informações a equipe da agência, além disso, é ideal que o atendimento conheça o cliente para conseguir passar insumos que o marketing não enxergou mas que ele entenda como relevante; a mídia precisa ser criativa, ainda mais em um mundo onde cada vez mais a mídia está fragmentada. Se há 20 anos existia 5 canais de TV 10 revistas e 15 jornais, hoje qualquer pacote de TV a Cabo tem 80 canais, existem revistas de todos os assuntos para todos os públicos e jornais aos monte, até gratuitos.

Mas o planejamento? Porque esse departamento precisa ser criativo? Planejamento não é apenas números?

Não!

Claro que nós, profissionais de planejamento estratégico digital precisamos sim entender de números, dados, pesquisas, análises; concorrência, mercado, marca, estratégia e finalmente de pessoas! Não entendemos que o target são números, entendemos que tratamos de pessoas, pessoas que são imprevisíveis e que podem decidir comprar ou não um produto porque a embalagem é azul e ele quer vermelho.

Focando no profissional de planejamento estratégico digital a criatividade tem que estar em nosso DNA. Somos nós que vamos – seja via brief para a criação ou mesmo no brainstorm – inspirar a criação a fazer um excelente trabalho.

Não vejo o planner criando um layout, mesmo porque os criativos são bem mais capazes do que nós, mas vejo o planejamento dando o primeiro “start”, um direcionamento para a criação, algo como o planejamento coloca o criativo no carro, mostra a estrada e diz: “Precisamos chegar na cidade X, vai nessa amigo”

O planejamento precisa ter referências, analisar tendências, entender a cabeça do consumidor e a partir desses pontos extrair o que há de melhor de cada item avaliado, depois transformar isso em informação relevante para apresentar a agência e mostrar o que é relevante na comunicação da marca e como impactar o consumidor para que esse converta nos objetivos.

O processo parece complexo mas não é. Para ser criativo é preciso estar atento e antenado a tudo o que acontece. Em cases, campanhas, ações em Redes Sociais, melhores práticas da concorrência ou mesmo de empresas que não sejam do segmento que está atuando. Para ser criativo é preciso de informação. Busque isso!

O Buzz Marketing se aproveita de notícias e eventos para fazer com que “certas” pessoas descubram e tomem consciência da marca e tornem-se entusiastas pela mesma.

Falar de Buzz Marketing é falar de algo muito diferente da publicidade convencional. Esta é uma publicidade onde o anunciante é pró-ativo, olhando para os seus prescritores, os chamados blogueiros influentes. Claro que, por muito diferente que seja um blogger, ou pelas muitas visitas que recebe um blog, o fundamental é que se dirija a um usuário que poderia ser um cliente potencial para nossos produtos.

Portanto o passo número um para o sucesso de nossa campanha de Buzz Marketing é analisar bem a rede e localizar aqueles tópicos de onde o tema e os usuários estejam relacionados com o produto/serviço que você quer anunciar.

Interessante também é a ideia de organizar um pequeno evento exclusivamente para estes blogueiros influentes. Assim, a marca pode apresentar o seu novo produto/serviço e manter com eles uma relação mais profissional e direta. Assim fez a The Body Shop em uma de suas últimas campanhas de Buzz Marketing. A marca organizou um pequeno evento para o qual foram convidados os blogueiros mais influentes na indústria de cosméticos no Reino Unido.

Buzz-MarketingEles deram uma pequena palestra/demonstração sobre sua nova linha de produtos e presentearam os blogueiros com os novos produtos da marca para testes e para serem discutidos em seus respectivos blogs.

A Segunda parte. Uma vez terminada a ação, comentários publicados, recomendações em vários blogs e realizado o segmento para determinar o sucesso da campanha, por que não divulgar a ação e seus resultados para o resto do mundo? Assim, as imagens e vídeos capturados durante o evento podem constituir um excelente material destinado a informar a mídia, canais de vídeo, blogs, marketing e publicidade, etc.

E claro, se desenvolvermos, com criatividade e originalidade, tudo isso será um componente viral, que vai continuar falando sobre a nossa marca e a ação de marketing, mesmo semanas depois da conclusão da campanha. Como tudo, se feito com dedicação e se conseguimos mostrar que essas campanhas foram satisfatórias tanto para os blogueiros como para os usuários teremos criado uma campanha bem sucedida de Buzz Marketing.

As chaves para o êxito de uma campanha de Buzz Marketing podem ser:

1- A ideia simples: Todos os grupos humanos, em todos os níveis, têm um individuo que exerce um grau de influência sobre os demais, e se conseguirmos persuadir estes influentes todo grupo virá junto com ele;

2- Identificação: Identificá-los corretamente e realizar a campanha no local adequado, no momento justo e da forma apropriada, criando uma estrutura ao redor dessas praticas;

3- Credibilidade: Para que a identificação marca/grupo seja credível, não confunda “boca com orelha” abusando das “bugigangas audiovisuais”. Elas são destinadas a propagar-se como um vírus através do e-mail. Estas técnicas de marketing viral estão designadas para fazer barulho no mercado, mas acaba sucedendo é que se fala mais do método em si do que das qualidades do próprio produto;

4- Valor: O que a marca oferece deve apontar um valor especial, deve se encaixar com estilo e forma de vida e estar dentro das últimas tendências;

5- Autenticidade: Não basta uma promessa breve e artificial, as marcas que querem ter êxito devem proporcionar uma experiência positiva aos consumidores.

Por Thiago Terra
www.mundodomarketing.com.br

mkt_espo_xgamessp

Em momentos de crise, a criatividade sempre foi um divisor de águas para muitas empresas e dela nascem, até hoje, grandes soluções para questões que parecem irreversíveis. O Marketing Esportivo, assim como outros segmentos, passa por um período onde empresas e empresários preferem esperar para ver o tamanho do problema que caminha junto coma crise financeira mundial.

Com medo de perder verba, tempo e prestígio por conta da crise na economia, anunciantes, veículos e agências não vêem outra saída se não a união de todos na busca por soluções criativas, com o objetivo de encontrar novos rumos de investimentos em Marketing Esportivo.

ESPN, TV Esporte Interativo e Caixa Econômica Federal são algumas das empresas que enxergam o momento atual da economia como uma oportunidade para usar a criatividade como diferencial em um mercado disputado como o esporte, onde o detalhe decide o futuro tanto dentro, quanto fora das quatro linhas.

Criatividade radical
Com foco nos Estados Unidos, é inevitável pensar que a ESPN, empresa que está no guarda-chuva da Disney, não entrará no centro do furacão econômico da América do Norte. A nova realidade financeira do mercado ligou o alerta na ESPN por conta da possibilidade de redução na verba. “Precisaremos de criatividade para reter os anunciantes através de ajustes e novas soluções para investimentos. Em momento de crise é melhor acelerar”, avalia Marcelo Pacheco, Diretor Comercial da ESPN.

Acelerar não é uma metáfora para a ESPN com relação à economia. A empresa comemora o resultado de mais uma edição do X-Games, que aconteceu pela primeira vez em São Paulo este ano. Sempre amparado por uma parceria forte, o evento de esportes radicais foi criado há 14 anos com o objetivo de ser o maior do planeta. Já foram mais de 40 edições até hoje e entre os esportes radicais praticados nestes anos. Rally, Surf e Skate são os mais populares.

O X-Games cresceu e apareceu para o mundo todo e hoje é realizado em oito países, com participação de mais de 500 atletas e um investimento que ultrapassa US$ 200 milhões e atinge cerca de 110 milhões de telespectadores no Brasil. Números que resultam em contratos de patrocínio.

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.Rogério Lima