Com a consolidação das novas gerações, um novo perfil de consumidor está surgindo. Os jovens nascidos entre 1980 e 1990, chamados de Geração Y, correspondem a 14% do total da população brasileira, com aproximadamente 32 milhões de pessoas.
A forte presença das tecnologias nesta geração fez com que a classe C entrasse de forma extremamente significativa nos perfil de consumidores, que hoje representam 43% de toda a Geração Y. Semanalmente, esses jovens gastam em média R$ 49,00, totalizando um gasto anual de mais de R$ 32 bilhões em roupas e acessórios, higiene e beleza, e só por último em diversão. Apesar de todos estes números, em 76% dos casos os gastos são provenientes dos pais, e apenas 16% destes jovens trabalham e pagam seus próprios gastos.
Todos estes números também evidenciam um conflito de gerações. Primeiro vamos entender quem são elas: A primeira geração apresentada por vários especialistas de marketing são os Tradicionais, nascidos até o ano de 1945, provenientes de duas Grandes Guerras Mundiais e da Grande Depressão de 1929; os Baby-Boomers, os filhos do pós-guerra, nascidos entre 1946 e 1964; a geração X, os que já pensam na qualidade de vida, nascidos entre 1965 e 1979; geração Y, os que nasceram em meio a novas tecnologias, que nasceram na década de 80, entre os anos de 1980 e 1990; e a geração Z, os filhos da geração Y, nascidos entre 1990 e 2000.
Um dado muito interessante e curioso é que a geração Z prefere as opções de lazer onde os pais e familiares estão inseridos, ao contrário da geração Y que dá prioridade a sair com os amigos. Esses “consumidores Z” mudam facilmente de perfil de consumo, devido às inúmeras opções que hoje são ofertadas. Outro elemento importante é o surgimento das redes sociais, dentro dessa geração. Antigamente os pais se preocupavam bastante com os filhos, quando esses estavam na internet, devido à enorme facilidade de se consumar crimes na web. Mas devido à fácil “socialização” por meio destas novas ferramentas, os pais ficam mais aliviados vendo que seus filhos nascem em meio a uma filosofia de vida mais tolerante, muito diferente de sua época.
Segundo os jovens que responderam à pesquisa feita pela TNS (TNS Research International), apresentada durante o HSM Management, em São Paulo, recentemente, houve um aumento da tolerância e uma diminuição do preconceito por parte dessa nova geração Z. Os resultados apontam que 95% desses jovens alegam que idosos merecem respeito; 80% dos jovens têm amigos de outras raças; e 40% desses mantêm amizades com pessoas de outra opção sexual.
As empresas que atendem a esses jovens estão comemorando os altos números. Por exemplo: durante a pesquisa feita pela TNS, os jovens informaram que dos objetos que possuem em casa, 81% são aparelhos celulares, contra 43% que alegaram ter computadores em casa. A popularização da internet em centros de acesso como lan-houses e cybercafés, e o aumento dos celulares com acesso à internet móvel, são um dos responsáveis por esses números.
Segundo Jorge Kodja, diretor da TNS, esses novos consumidores “são um alvo móvel”, por que as variações podem ocorrer a qualquer momento, basta apenas um apertar de um click no mouse, ou fechar e abrir outra página, e para atingi-los de fato é necessário um bom jogo de cintura e uma empatia com esses consumidores.
Ainda segundo Kodja, poderemos viver um conflito de gerações. Os mais velhos sentem uma grande inveja da liberdade e das facilidades dadas às novas gerações, porém eles ainda não perceberam que por ser enorme a quantidade de informações recebidas pela geração Z, elas contêm pouco conteúdo relevante. E quem leva essa vantagem é a geração anterior, a geração Y, que consegue filtrar mais as informações por considerarem também as informações off-line.
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Sobre o Autor:
Daniel Lima. Graduando do curso de Gestão em Marketing pela Faculdade Boa Viagem (FBV), em Recife. Atualmente analista de mídias sociais da FBV – Espaço Executivo. Instrutor de Marketing Pessoal On-line do Projeto de Educação Profissional – PEP (Projeto Social Escola Aberta – PE).
@dannlima | http://mktrecife.blogspot.com | http://pipocanavitrola.blogspot.com
Muito me espanta saber que ainda há muitas empresas fora das Redes Sociais no Brasil. Se no resto do mundo, há poucas empresas fora, aqui no Brasil ocorre o inverso, há poucas dentro. O que mais me impressiona é ver forte atuação das empresas fora do país e suas filiais no Brasil não fazendo nada!
Confuso? Concordo. Mas esse é o mercado em que vivemos. O medo das empresas – “Nossa, o que vão falar de mim” – impera.
Os gestores de marca acreditam que se ficarem “quietinhos” na rede será melhor. Engano, meus amigos, se você acha que sua marca não está nas redes: entre no Orkut e digite o nome dela para ver quantas comunidades existem.
Quando o Orkut começou a crescer no Brasil, no começo de 2004, muitos funcionários começaram a criar comunidades das empresas onde trabalhavam. Outros funcionários foram aderindo a essas comunidades. Hoje, muitos deles saíram das empresas, mas se mantêm na comunidade: essas passaram a ser de funcionários e ex-funcionários das empresas, como forma de manter contato com amigos e colegas, de interagir entre eles.
E não fiquemos fechados apenas no Orkut. Muitas pessoas possuem Twitter (@plannerfelipe), perfil no Facebook, YouTube, Hi-5, Sonico, Limão, enfim, nas milhares de Redes Sociais que existem – e vão existir mais ainda – no nosso mercado. As marcas devem estar presentes – e ativas – nessas redes, afinal, seu consumidor está!
Em resumo: a sua marca já está na rede, não tem como fugir.
Um consumidor que deseja reclamar ou elogiar sua marca, produto ou serviço, não vai querer saber se aquela comunidade é apenas de relacionamento entre funcionários, ele vai entrar e falar! Aliás, vai pensar que, por ser de funcionários, seu comentário será recebido mais rapidamente!
Mais um ponto para o item “sim, sua marca já está na rede!”
Esse mesmo consumidor acredita que, se ele está nas redes e passa horas atualizando seus perfis, a marca que ele quer se relacionar faz (ou deveria) fazer o mesmo. Logo, ele acredita que colocando um Scrap ou depoimento na comunidade (seja ela qual for) da empresa, logo será atendido.
Em muitos casos, sabemos que não é bem assim; mas sabemos porque nós – principalmente profissionais de planejamento estratégico digital – estudamos esse comportamento diariamente. Mas para os “leigos em estratégia digital”, isso não é bem compreendido.
Já ouvi casos de familiares e amigos que, por serem advogados, engenheiros, jornalistas, contadores – sendo “leigos em estratégias digitais” – falarem: “Poxa, mas a marca X tem 7 mil funcionários só aqui em SP e não tem UMA pessoa sequer para responder nas Redes Sociais? Infelizmente vivemos o cenário onde a resposta é: “Não tem”!
São essas pessoas, leigas em estratégias digitais – e obviamente, a esmagadora maioria das pessoas – que são ativas em Redes Sociais; as marcas precisam começar a entender que eles estão dominando a web e cada vez mais querendo falar e serem ouvidos.
Em meu livro (Planejamento Estratégico Digital – Ed Brasport) eu dou o exemplo da “Helena, a garota digital”: sua vida é toda baseada em Google, Redes Sociais, Blogs, Mensageiros e Compartilhamento de conteúdo. Se pegarmos os jovens de hoje de 12 a 17 anos, a geração Y, vamos perceber que esses jovens estão cada vez mais conectados. E são esses jovens que em 10 anos serão os maiores consumidores do mercado.
Querem se relacionar com as marcas da mesma forma que se relacionam com amigos. Deixam um recado no Orkut, Facebook, Twitter e querem uma resposta quase que imediata.
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Mas será mesmo que Redes Sociais são algo relevante no Brasil?
Pasmem, essa pergunta existe, mas para isso nós profissionais de planejamento estratégico digital devemos estar preparados e embasados para responder: SIM!!!
Recentemente, um estudo do Ibope chegou como esperança ao mercado para mudar em 2 minutos a percepção das marcas e gestores com relação a web: “Apenas” 87% dos internautas, o que hoje representa aproximadamente 61 milhões de pessoas, usa Rede Social e passam cerca de 3 horas por dia nelas; desse universo, 83% (50,5 milhões) das pessoas fez um perfil por vontade própria.
E ai, sua marca vai demorar mais quanto tempo para entrar nas Redes Sociais?
Mais um da série de posts enviados para o e-mail redacao@omelhordomarketing.com.br que serão publicados aqui. Quer ver seu post publicado aqui? Envie seu e-mail.
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*André Acioli e Augusto Uchôa
Há alguns dias, assisti a uma palestra sobre Empregabilidade com a especialista em RH Ana Paula Cunha, chef do Boteco do Conhecimento. Saí um pouco pensativo, feliz pelas mudanças que ela relatou já estarem ocorrendo no mercado, ainda que demorem a fazer parte das revistas-corporativas-receitas-de-bolo.
Confesso que até gosto das experiências que acontecem antes das comprovações teóricas. O momento atual do RH é uma delas. O próprio entendimento do papel do setor mudou e o perfil dos funcionários também. Tais mudanças, em grande parte, se devem a uma nova geração de profissionais: a geração Y, que alterou conceitos internalizados por gerações de babyboomers, X e quaisquer outras letras.
Sempre me revoltei com os modelos tradicionais, aqueles “esquenta-a-cadeira”, onde a métrica se dá em função do tempo em que o funcionário permanece sentado na cadeira, parâmetro possivelmente adotado após a revolução industrial e difundido como padrão em todo o mundo. Nele, a folha de ponto é sinônimo de produtividade.
Bom ver que meu pensamento não é exclusivamente meu; todos na palestra veem este modelo como ultrapassado, independentemente do segmento da empresa, do cargo ou da função. Não me atrevo a discutir os eventuais aspectos legais feridos, falo apenas do conceito. Todo o mais, definitivamente, não faz parte da minha expertise.
Na prática, vi e vivi situações estarrecedoras: empresas que pagavam muito em horas-extras porque, como num passe de mágica, seus funcionários se diziam “mais criativos após o expediente” (eita, coincidência!). Assim, duplicavam seus custos de folha e estes geniais funcionários – valorizados, inclusive, pela dedicação à empresa, mesmo após o expediente – usufruíam horrores.
Mas qual a relação disto com a geração Y? Sim, a geração Y dos que nasceram fazendo “n” coisas ao mesmo tempo e que têm muito a nos ensinar, “velhos do mercado”. Ela viu seus pais investirem 20 anos numa mesma empresa, esperando, esperando e… esperando uma promoção que nunca veio.
Cresceu ansiosa pela chegada dos pais em casa, após as extenuantes horas extras – uma vez que mesmo não sendo “gênios” da criatividade, empenhavam-se em provar todo o seu comprometimento e sua dedicação através do registro de horas trabalhadas.
Confundiram empregadas e babás com as próprias mães; viram divórcios; testemunharam “sacrifícios” pelas empresas em modelo quase escravocrata de gestão, onde vida pessoal é inversamente proporcional à felicidade (aliás, “felicidade”? Do que se trata?)
Cresceram escutando “filho, você deve aprender a ‘gostar do que faz’, pois dificilmente poderá fazer algo de que goste; o mundo corporativo é cruel! Somente assim você terá bom salário e gozará de prestígio, igual ao papai”.
Recentemente, os veículos de comunicação repercutiram uma série de matérias relacionadas ao tema “Gerações”. Uma delas falava da convivência de gerações sob um mesmo teto organizacional. O jovem funcionário, conectado ao Facebook, ouvindo música no iPod e que, aí, do seu lado, pode estar produzindo tanto (ou mais) do que você, amigo balzaquiano. Às 18h, quando este jovem sai da empresa , vai para a academia ou simplesmente para casa, leve, sem qualquer peso na consciência.
“Já vai embora? Está desmotivado?” são frases que não têm eco para este grupo. Esta geração não sabe o que é ‘’esquentar a cadeira’’; ou melhor, sabe sim, e nem de longe quer ter de fazer isto. São imediatistas, querem cargos mais altos e em menor tempo. Querem qualidade de vida (ao contrário do que viram e viveram na casa de seus pais). Criam empresas de vanguarda sem se preocuparem se têm ou não a idade ou a maturidade profissional para tal. São mais ação do que planejamento; não têm medo de errar, mesmo sabendo que correm esse risco. São mais humanos do que nós, robôs sem almoço e viciados em café, profissionais modelo da geração anterior.
Os RHs das empresas estão ficando loucos! Os modelos de atração – e retenção – de talentos devem ser revistos; horários idem. A geração Y ampliou os conceitos de empresa, produtividade e comprometimento. É uma mudança cultural que passa pelo próprio DNA das organizações. O que, para esta nova geração é de valor, não é o que se dizia ser valioso antes dela chegar.
Ok, nem tudo são flores. Esta geração, generalizando, não gosta de se aprofundar, é ansiosa e dispersa, por natureza. Pois é, mas o pior é ter a certeza de que estes “defeitos” têm cura!
Ainda mais um motivo para que aprendamos com eles, e rápido!
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Sobre os autores:
André Acioli é administrador, mestre pelo Coppead-Ufrj, consultor de empresas, professor universitário na Mackenzie Rio e Chef fundador do Boteco do Conhecimento.
*Augusto Uchôa é formado em marketing, mestre pelo Ibmec, consultor de empresas, professor universitário, criador do site Marketing com Fritas e Chef fundador do Boteco do Conhecimento.
É fato que a comunicação digital vem revolucionando a maneira como as marcas impactam seus consumidores; o que não deveria ser nenhuma novidade, ainda parece ser para a grande maioria das marcas.
O primeiro passo que as marcas deveriam entender é que com o advento da web 2.0 o usuário tem um poder nas mãos jamais visto por nenhuma outra geração de consumo. Se antes, um comercial na Rede Globo era o suficiente para esvaziar as prateleiras de supermercados, hoje, esse comercial não tem mais a mesma efetividade e a web ajuda nessa perda de poder.
Esse poder pode ser resumido em: Avatar X Fail.
São essas duas palavras que hoje as empresas devem tomar muito cuidado, pois elas podem destruir a sua reputação em instantes; não me canso de lembrar que há 10, 15 anos atrás, você influenciava – para o bem ou para o mal – no máximo 20 pessoas do seu convívio, eram pessoas da sua rua, prédio, clube, familiares ou da escola. Hoje, qualquer pessoa possui um Twitter com 150 seguidores, um Orkut com 400 amigos, um MSN com 180 contatos, Facebook com 90 amigos e vamos ficar apenas nas redes principais, sem extrapolar para Sonico, Hi-5, Tumblr,MySpace, Flirck, Badoo entre outras redes.
Percebe que essa pessoa, ou melhor, esse “Avatar” tem o poder de “detonar” uma marca e influenciar cerca de 820 pessoas contra essa mesma marca, com algumas palavras em suas redes? E se essa mesma pessoal incluir a hastag (termo do Twitter) ao final de tweet dizendo #fail? Quer dizer que está não apenas falando mal da marca, como mostrando que essa está falhando em algum outro ponto, seja produto, atendimento ou comunicação.
O Avatar é o perfil que cada pessoa tem em uma Rede Social. Importante ressaltar que cada Rede Social tem o seu DNA, logo, a forma como cada pessoa interage no Twitter é diferente da que interage no Orkut, que é diferente como interage no Facebook e no YouTube. Entendemos aqui, Redes Sociais como plataforma de troca de informações entre pessoas com interesse em comum, portanto, não entremos em discussão se Twitter
e YouTube são ou não Redes/Mídias Sociais.
Como cada rede tem seu DNA, cada usuário tem um comportamento diferente nas redes se comportando como se fossem outras pessoas. Se no Orkut ele é mais “brincalhão”, coloca fotos do churrasco da faculdade com amigos, por exemplo, no Twitter ele pode ser uma pessoa que fica a caça de notícias sobre sua profissão e passando links interessantes a quem lhe segue; já no Facebook ele pode colocar fotos de suas viagens para estudos ou trabalho, sendo fotos mais “sérias” que no Orkut. Ele se comporta de forma diferente, mesmo que esteja atualizando cada uma delas ao mesmo tempo.
Em resumo, para cada rede o usuário tem um perfil e são esses milhares de Avatares (são 9,8 milhões no Twitter, 8 milhões no Facebook, 30 milhões no Orkut – claro, com MUITA SOBREPOSIÇÃO) é que hoje estão com um poder jamais imaginado e que as marcas devem ter cuidado, devem cada vez mais se preocupar com suas opiniões, ou uma ação pode ser destruída na rede em pouco tempo.
Vamos analisar os 2 últimos cases de “Chuva de Twix” e “Cala a boca Galvão” como fatores de como uma ação mal executada (não quero entrar aqui no mérito de acerto ou erro de Twix por exemplo, pois não estava lá para saber o que houve) ou de bem feita do Galvão Bueno podem gerar um buzz na rede capaz de atingir milhares de pessoas em pouco tempo.
Chuva de Twix aconteceu em um domingo de tarde e na 2ª feira já era o assunto mais comentado do Twitter, com milhares de menções em blogs e vídeos no YouTube; uma ação que começou muito bem da marca Twix, tinha tudo para ser um sucesso, por um pequeno erro, fez com que os Avatares presentes na Avenida Paulista – local do evento – iniciassem um movimento no Twitter, com a hastag #fail de seus celulares no próprio local (hoje esses movimentos se iniciam em milésimos de segundos e em poucos minutos, estão na rede e ai se perde totalmente o controle).
Os seguidores desses Avatares viram o movimento, se interessaram (marcas, tenham certeza que para falar mal de vocês, as pessoas falaram de graça mesmo sem saber do que está acontecendo) e deram o famoso “RT” ou re-tweet dos assuntos que seus Avatares-amigos estavam postando no Twitter. Daí, para vídeos no YouTube (hoje, a grande maioria dos celulares tem câmera digital com acesso a web, onde você pode gravar e subir em segundos para o YouTube) foi um pulo e outro pulo para blogs pessoais. Em poucas horas, a notícia estava na rede e sem o menor controle da marca, que também não podia fazer nada sobre isso.
Todo esse movimento gerou interesse da mídia especializada – nesse caso de sites voltados ao mercado de comunicação e marketing – que publicaram matérias sobre o assunto, ajudando ainda mais a reverberação da mensagem, esse é um outro fator a se preocupar, pois a grande maioria dos assuntos “jogados” na rede são provenientes de sites e portais de notícia; são fatos interessantes que as pessoas pegam no UOL, por exemplo, e replicam nas redes compartilhando conteúdo com seus amigos, seguidores, Avatares…
O uso da hastag #fail já mencionada aqui nesse artigo é usado quando um Avatar está insatisfeito com alguma ação da marca – seja com o produto, serviço, comunicação ou atendimento – e usa para expressar indignação e descontentamento. O #fail é um “chamariz” para que os Avatares olhem o que está acontecendo e se interessem em saber: “por que fail?; isso os motiva a buscar o assunto, assim, a má experiência de uma pessoa atinge outras que em alguns casos nem a seguiam, mas foram “pescadas” pelo #fail.
Hoje não se convence mais o consumidor a fazer uma compra como antes, ele está mais exigente, com mais acesso a INFORMAÇÃO, da mesma forma que não se engana mais esse consumidor; uma pequena experiência ruim de um Avatar pode se tornar um movimento contra a marca que atinge milhões e ai, quem vai gostar disso é a sua concorrência.
Hoje a comunicação, serviços, produtos tem que ser transparentes, tem que CONVERSAR com o consumidor. Esse entende quando a marca erra e pede desculpas, e até apóia isso, mas não tolera quando se sente enganado ou mal tratado. As marcas precisam se acostumar com esse novo comportamento do usuário, pois com as gerações Y,X, os “nativos digitais” cada vez mais isso será “default” para as pessoas e as marcas que nãos e enquadrarem nesse novo comportamento, estão fadadas a perderem mercado. E rápido!











