Duas grandes potências estão em grande combate! O MBA Program Info pesquisou e trouxe no infográfico a seguir, informações que comprovam que o Facebook está próximo de se igualar ao Google com as vendas de anúncio e ganhos por click.
Quem ganhará o embate?

Durante o ano de 2010 estou defendendo o conceito de “presença digital” das marcas, pensando no além do site. Já escrevi em outros artigos e até mesmo no meu Blog, sobre esse conceito, onde digo que uma marca tem que estar além do seu site, ou muito além do www.
Dentre os pilares que defendo da presença digital, na minha opinião, os mais relevantes para uma marca são: Google, Redes Sociais, Mídia Online, Blog e E-mail Marketing. Claro que dentro desse conceito de presença digital existem outras diversas ferramentas como GAMES, comparativos de preços, aplicativos para iPhone, mobilesite entre outros, mas para esse artigo, vou focar no que eu considero com o melhor ROI (retorno sobre o investimento) dentro da estratégia de presença digital, a otimização nos buscadores!
Antes de falarmos sobre os buscadores, vou passar aqui alguns dados que podem ser interessantes para que as marcas comecem a pensar na importância de se estar bem posicionando, principalmente no Google, afinal, o buscador não é a toa a marca mais valiosa do mundo desde 2007, além do que, segundo o Alexa, o Google é o site mais acessado do Brasil, pois ele representa cerca de 30% dos acessos aos site no país.
Hoje, o Brasil tem aproximadamente 70 milhões de usuários na web com meta de chegar a 78 milhões ao final de 2010. Desse número, aproximadamente 95% usam buscadores, ou seja, 66,5 milhões fazem ao menos uma busca por mês; dentre esses mais de 66 milhões de pessoas, 92% usam o Google como principal fonte de referência, ou seja, 61 milhões de pessoas usam o Google pelo menos uma vez ao mês.
Acredito que não preciso dizer mais nada sobre a importância de se pensar em buscadores e principalmente no Google, afinal, no Brasil apenas 5% usam o Bing ou Yahoo! o que não deixam de ser veículos importantes na estratégia de otimização, mas como sempre digo é necessário primeiro otimizar o site para o Google, depois pensar nos outros buscadores.
Ainda falando de números dos buscadores, cerca de 90% das pessoas que usam o Google, não passam da 1ª página em uma busca e 85% não passam da 3ª, ou seja, aqui está mais uma prova da importância de se estar bem posicionado no Google.
Eu avalio essa otimização como o melhor retorno, pois, teoricamente, as marcas não precisam gastar um centavo se quer para se estar bem posicionado no Google, afinal, o buscador não cobra por esse serviço, ao contrário dos Links Patrocinados que são pagos ao buscador; disse teoricamente, pois uma marca não estará bem posicionada simplesmente por estar, é necessário uma série de estratégias dentro e fora do site para que isso ocorra, entre as mais importantes destaco o bom entendimento e uso das palavras-chaves da marca dentro do site e a quantidade de links externos que gerem acesso ao site, além, claro, a força da marca que por si só, já ajuda principalmente em links externos quando os veículos de grande audiência (mega-portais por exemplo) estão falando da marca.
Aliás, falando de LINKS PATROCINADOS, eles também são uma grande arma estratégica para a otimização, uma das táticas usadas é otimizar algumas palavras no site e comprar outras em Links no Google, mas além dessas é possível usar esse casamento em outras estratégias, como por exemplo, usar Links para resultados mais rápidos (promoções) e a otimização para ações de longo prazo; importante deixar claro que a otimização é uma AÇÃO de médio para longo prazo.
Para exemplificar como a otimização pode ser útil para uma marca, vamos supor que a Nestlé (que é uma das marcas mais fortes e consolidadas do mundo) lance um novo produto. Uma notícia dessas gera interesse de milhares de pessoas, logo, grandes sites como Uol, Terra, G1, Yahoo, que estão entre o que considero os mega-portais, tem total interesse em divulgar essa notícia, atraindo essa audiência, e em alguns casos, em suas “homes” que são as áreas com maiores acessos.
Essa ação ajuda muito na otimização do site da Nestlé, pois os “robos” dos Google avaliam que esse site é altamente relevante, afinal, além de estar presente na home de sites com altos acessos por dia (cerca de 5 milhões de visitas únicas por dia) haverá um enorme acesso ao site da marca, vindo desses portais, o que vai gerar mais busca e assim, o page rank (métrica do Google para avaliar a relevância do site) vai aumentando e o site subindo de posição, mas é preciso deixar claro que essa ação que eu falei é apenas uma das diversas que é possível fazer; existem diversas outras ações baseadas em tecnologia, geração de conteúdo, links externos, trabalho com palavras-chaves, mapa do site, para auxiliar na otimização do site.
O site estar bem otimizado pode gerar negócios para a empresa?
Claro! As pessoas entram no Google e digitam um tema ou palavra-chave qualquer, como por exemplo, Honda New Civic. Para o Google a URL que tenha a palavra-chave aparecerá sempre em primeiro, por isso, a URL newcivic.com.br será sempre o 1º resultado na busca do Google ao digitar o termo citado nesse exemplo; essa URL pertence a Honda e além de ser um site voltado especificamente ao carro, ajuda na otimização do site da própria Honda, que aparece em 2º lugar na primeira página, abaixo da URL com a palavra-chave.
Aqui segue um exemplo de pouco esforço da marca Honda na otimização, pois o usuário além de buscar um produto específico da marca, ainda digitou “Honda” na busca, o que fez o Google entender que a URL honda.com.br também era relevante; mas vamos supor que a minha agência tenha sido contratado pela Daitan, concessionária da Honda para otimizar a sua URL (daitan.com.br), afinal, entende-se que as pessoas que buscam pelo New Civic querem saber mais sobre o carro, querem saber sobre: potência, modelos, acabamento, versões, preços e claro, onde comprar.
A Daitan é revendedora oficial da Honda, mas concessionárias trabalham de forma independente. A Honda faz campanhas institucionais sobre seus carros e cada concessionária que faça suas ações (varejo) para vendas.
O meu objetivo não seria colocar o site da Daitan no 1º lugar, pois eu não vou conseguir ser mais relevante que a URL newcivic.com.br, mas posso ter o objetivo de colocar a URL em 2º acima do site da Honda ou – na minha opinião melhor – em 3º, sendo a 1ª concessionária a aparecer na busca; claro que não seriam 100% das pessoas que se interessariam pela Daitan, pois um usuário de Manaus vai querer comprar um carro na concessionária mais próxima a sua casa ou empresa, mas para quem mora na cidade de São Paulo o resultado é altamente relevante.
Trabalhar bem as palavras-chaves dentro do site é altamente importante para a otimização, mas deve-se tomar muito cuidado, pois ficar escrevendo a palavra várias vezes o Google pode entender como uma ação para forjar seu sistema e excluir da busca, além do que, o texto ficará muito chato para quem lê, o usuário, que é quem deve ser o primeiro a ser analisado em qualquer estratégia digital: o que ele quer e como interage com a marca na web? Ai sim começam as estratégias.
Nesse artigo quis passar uma visão mais estratégica do assunto, não sou um cara técnico que conhece afundo as estratégias de otimização, existem diversos profissionais no mercado capazes de fazer isso e sempre que preciso na agência contrato empresas ou pessoas especializadas; como especialista em planejamento estratégico digital eu penso mais estrategicamente as marcas e como e onde elas devem estar e tenho equipes altamente capacitadas para tocar as estratégias desenvolvidas.
Por isso marcas e agências comecem a pensar muito bem na otimização de suas URLs no Google, afinal, ele trás muito mais retornos que qualquer banner na home de um portal (que também são parte fundamental na estratégia de presença digital).
Nós do Melhor do Marketing, separamos um vídeo para ilustrar o post do @plannerfelipe
O trabalho do profissional de planejamento digital é relativamente novo no Brasil. Acredito que há 2 ou 3 anos que esse profissional está realmente sendo valorizado dentro das agências, e melhor do que isso, os clientes estão começando a ver a sua importância dentro do projeto.
Por ser uma área nova dentro das agências, muito ainda se discute sobre o papel do planejador ou planner na conceituação do projeto. A equipe de tecnologia, criação, gerencia de projetos, mídia e atendimento já tem seus papeis bem definidos. O planner está cavando o seu espaço.
O mídia hoje é o profissional do momento, uma vez que agora as empresas estão olhando a web de outra forma e resolvendo investir. Espero que esse investimento cresça a cada dia. As métricas também estão cada vez mais precisas, com mais recursos e oferecendo novidades as campanhas. Criação, tecnologia e atendimento sempre foram valorizados, afinal, o seu trabalho é que realmente aparece para o público final.
E o planner, onde fica nessa?
Alguns vão dizer que o planner é aquele cara “que monta o power point” que vai ser apresentado ao cliente; outros vão dizer que é aquele que define o público-alvo do site ou aquele que “faz pesquisas” para ajudar o trabalho da criação.
ERRADO! O planner é muito mais do que isso. E digo mais, o trabalho de um bom planner começa efetivamente quando o site está no ar! Isso mesmo, o seu trabalho árduo se inicia quando o da criação, ti, atendimento, projetos acaba. E nesse momento, que ao lado da mídia, o seu trabalho deve ser ainda mais valorizado.
O processo de construção de um site é BASICAMENTE feito da seguinte forma: O atendimento recebe o brief. Esse documento é passado para a agência. O planner vai analisar diversos fatores como mercados, concorrência, público-alvo, tendências, novidades, o que estão falando da marca em redes sociais, vendas da empresa, objetivos de marketing, o que as pessoas esperam da marca… Esses são os principais pilares de análise. Isso pronto é passado às equipes de criação, tecnologia, projetos e em alguns casos para os Arquitetos de Informação (ai entra o “fazedor de power point”). Projeto pronto, cliente aprova e ele vai para o ar.
Mas que empresa gasta milhares de reais apenas para ter o seu endereço na web?
Infelizmente muitas, mas vamos nos concentrar naquelas que querem retorno com esse canal de comunicação (retorno em vendas, branding, relacionamento, cadastros…) a partir do momento que esse site está no ar, as pessoas vão acessar. Seja apenas 5 ou 6 curiosos que decidiram digitar a marca no Google ou 50 mil que vieram através de uma pesada campanha de mídia, é preciso entender o comportamento desse usuário.
Porque entrou, porque saiu, converteu? Ou seja, o objetivo do site foi alcançado? Nesse momento, o profissional de planejamento entra para analisar o comportamento do usuário, ele precisa entender tudo o que acontece dentro do site. Quem veio, de onde veio e porque veio; depois traduzir isso em estratégias para reter esses usuários.
O trabalho do planner deve andar junto com as métricas, entretanto, é bom saber que métricas são números que se bem usados trazem resultados, mal usados são apenas “planilhas do excel”.
Dados só viram informações quando há inteligência por trás e essa inteligência é o papel do planner que deve analisar dia-a-dia o comportamento do site e usuário – sem se esquecer dos outros pilares já citados. Em resumo, o planner busca soluções para a performance do site. Constantemente!
O planner liga a marca ao consumidor. Essa ligação gera resultados para ambos. Seja financeiro para a marca e satisfatório ao consumidor. Essa preocupação tem que ser constante. O consumidor satisfeito é aquele que percebe que a marca cumpriu o que prometeu. Ele satisfeito, indicará a marca a amigos, vizinhos, familiares. Esses satisfeitos farão o mesmo, assim, seja via web ou fisicamente, um consumidor satisfeito gera uma grande rede social em volta da marca.
Parabéns ao planner que conseguir isso para as marcas que ele trabalha!
O poder sobre a comunicação não está mais nas mãos das empresas, nem das grandes mídias. Informação dinâmica e construção do conteúdo pelos usuários não são mais tendências, mas sim realidade que se consolida a cada dia com mais força.
Com o crescente uso das ferramentas de comunicação digital, as empresas precisam pensar (e pensar bem…) e criar abordagens de ações de marketing e relacionamento nessas mídias.
É aí que entra o conceito e profissional de RP Digital. De uma forma geral, o relações públicas pode ser entendido como “stakeholder connections”, ou seja, é um profissional cuja principal função é ajudar empresas a construir relacionamentos sólidos com todos os seus públicos: investidores, imprensa, ONGs, funcionários, blogueiros, consumidores, parceiros e fornecedores, entre outros.
RP é na maioria das vezes visto apenas como assessores de imprensa. Essa falta de conhecimento traduz-se em uma miopia de marketing que limita a presença de um bom RP na Internet. A Web é, ainda, para algumas empresas uma arena de ações promocionais, virais e blogs — só. Por outro lado, também existe muita falta de conhecimento dos profissionais de RP sobre Web, como e onde atuar online.
E neste contexto confuso e com pouco conhecimento, muitas pessoas de outras áreas, começam a vender uma coisa que nem elas sabem direito e o principal, nem o cliente. Não quero com isso, dizer que apenas os profissionais formados em relações públicas podem desempenhar este papel. O que defendo é que antes de sair vendendo uma “moda”, é necessário dedicar algum tempo para entender os cenários, as dinâmicas, etc., neste ambiente que ainda está sendo explorado, já que infelizmente não há uma fórmula pronta e que possa ser reproduzida a todos os momentos.
Este profissional que desempenhará o papel de RP digital fará justamente uma comunicação de nicho. E para isso, os clientes precisam saber a resposta a algumas perguntas: É fácil? Não. Os resultados são mais lentos? Muito. Dá para colocar qualquer um pra fazer? Jamais. Transparência é importante? É essencial. As regras mudam quando falamos em relacionamento e não campanha? Completamente. Existe um único caminho a seguir? Não.
David Meerman Scott no livro The New Rules of Marketing and PR, destaca um caso interessante para pensarmos é a “morte” lenta de uma das principais ferramentas do RP tradicional: o press-release. Para ele, praticamente 100% dos releases que ele recebe não geraram nenhuma pauta. Para Meerman seu arquivo de releases é o Google, moderadores de comunidades em redes sociais e blogueiros hard users, os primeiros a falar sobre as novidades, atualizações e mudanças de seus respectivos meios de atuação. Essa é a chave.
É necessário identificar quem são os influentes na sua aldeia/grupo de atuação. O editor da EXAME já não se torna tão relevante se comparado com um blogueiro que, por mês, atinge 3 vezes mais o número de leitores do que a revista. E são leitores qualificados no seu assunto. Se você vende cachaça, por exemplo, é capaz de existir um blog que trate sobre drinks ideais para festas entre amigos, churrascos, etc. Lá é o lugar que a sua marca precisa estar, como uma bebida que será a matéria-prima principal para várias combinações de drinks, e não, apenas, em um banner pago.
O conteúdo é feito por pessoas para pessoas. Entretanto, sempre haverá a pequena classe de influentes. E esses agora são aqueles com muitos seguidores no Twitter, moderadores de fóruns, blogueiros engajados etc. Pois eles são seus consumidores ativos, são eles que irão recomendar seu serviço. Claro que os canais clássicos ainda têm um grande peso, mas não se trata apenas de presença. Ganha quem tem influência, conteúdo a oferecer para o consumidor e, logicamente um produto de qualidade. É uma questão de opinião, crítica e recomendação de usuário para usuário. O que pode ser chamado de boca-a-boca digital. E nem todas as bocas são iguais, cada uma deve ser trabalhada com estratégia específica. (A estratégia do presidente americano Obama, demonstra bem isso!)
De toda essa transformação que estamos passando, fica uma coisa boa: no mundo digital não há mais espaço para marketing amador ou histórias mirabolantes. A empresa será rapidamente desmascarada caso queira parecer ser o que não é. Ouvir o que estão falando sobre sua empresa, perguntar o que quer saber e mostrar que sua empresa se importa com a opinião do seu consumidor antes que a concorrência chegue e conquiste-o primeiro. Gerar confiança, prover experiência e garantir credibilidade mesmo quando a empresa errar vai fazer com que seus esforços sejam recompensados.
Google apresenta nova cara do site nesta quinta-feira (29).
Migração de todos os usuários será concluída até metade de 2010.
Nosso bom e velho Orkut vai ficar de cara nova. Depois de 5 anos no ar e praticamente mais de 3 sem alterações no layout, a rede virtual criada pelo turco Orkut Buyukkokten, passará pelas maiores modificações desde que lançada. Além do visual, novos aplicativos e recursos estão na lista deste up-grade, conforme informações transmitidas pelo Google na manhã desta quinta-feira (29/10).
O Google anunciou nesta quinta-feira (29) que o Orkut, a rede social mais popular do Brasil, vai passar por mudanças: o site foi todo redesenhado para trazer recursos mais modernos aos usuários, como interação mais aprimorada com seus amigos e aplicativos. A adesão à novidade será gradual e feita por meio de convites.
O sistema de convites segue um modelo similar ao inicio do site de relacionamentos, quando os internautas só podiam entrar na rede social depois de serem convidados por um amigo.
Segundo o Google, essa mudança não terá impacto na experiência ou nos dados dos usuários: as informações serão todas mantidas nas páginas, e aqueles com a versão antiga do site poderão se comunicar normalmente com os adeptos do novo modelo. A intenção é que todos os usuários tenham migrado para o novo Orkut até metade de 2010.
Mudanças
A nova versão permite uma organização maior das informações de amigos, além de oferecer uma navegação mais rápida. Será mais fácil navegar pelas fotos e vídeos de outros usuários e saber mais facilmente suas atualizações: tanto de humor quanto sobre o que estão fazendo naquele momento, por exemplo.
Um dos destaques é a facilidade para troca de fotos. De acordo com Victor Ribeiro, diretor de produtos do Orkut, cerca de 80 milhões de imagens são publicadas diariamente no Orkut. Será possível importar diversas fotos ao mesmo tempo no site, editar e compartilhar — funções que, segundo a empresa, ficaram muito mais rápidas. Na nova versão, o usuário poderá criar grupos de compartilhamento de imagens, incluindo também pessoas que não estão na rede social. Enquanto se espera que as imagens sejam enviadas para o site, é possível colocar legendas.

Mais opções para personalizar a página é outra mudança no novo Orkut. Na área “Sobre mim”, será possível mudar cores, adicionar fotos e aplicativos, além de deixar testemunhos aos amigos por meio de vídeos.
As comunidades — segundo Ribeiro, somam quatro milhões atualizadas diariamente — também entram no pacote de transformações. Agora, o usuário poderá navegar por elas diretamente de sua página inicial, sem a necessidade de abrir novas telas. Ele também manterá contato com as informações dos amigos tornando a navegação mais rápida e simples.
Ainda, os usuários receberão sugestões de amigos para adicionar à rede. Contatos frequentes com pessoas por meio de serviços do Google, como o Gmail, por exemplo, aparecerão como possíveis amigos a serem adicionados no Orkut.
Para utilizar o novo Orkut, que utiliza tecnologias atuais da internet, o Google recomenda que os usuários tenham as últimas versões dos navegadores instaladas no computador.
Vi aqui
O processo de planejamento estratégico digital possui três macro-etapas: Pré-planejamento – planejamento – pós-planejamento; dentro de cada uma dessas etapas, temos as micro-etapas como passagem do brief, pesquisas, entendimento da empresa, análises, apresentação ao cliente, enfim, são diversas ações para serem feitas com objetivo de fazer o melhor trabalho para as marcas com as quais o planner trabalha.
Não acredito que exista uma ação mais ou menos importante dentro do processo de planejamento, mas existem ações com maior ou menor peso, como a que vou falar aqui nesse artigo: A PESQUISA!!! Uma das ações com maior peso em todo esse processo.
As pesquisas são o primeiro passo para qualquer planejamento, para que o planner entenda quais os rumos que a marca está traçando e quais aqueles que seus consumidores querem que ela trace; é importante saber que hoje não são os departamentos de marketing que constroem a marca e sim seus consumidores.
As marcas estão nuas e estão começando a se acostumar com essa evolução, sendo assim, existe aqui mais um fator importante para se preocupar com planejamento, ainda mais para quem, assim como eu, trabalha com planejamento estratégico digital.
O processo de pesquisa passa pelos mesmos processos descritos no primeiro parágrafo desse artigo, não vou me repetir aqui, mas vou passar como a pesquisa está inserida em cada um desses passos.
Supondo que você acaba de receber um novo brief para uma nova conta que a sua agência conquistou e você tem que começar do zero! O primeiro passo é você entender junto ao atendimento quais os objetivos de marca e como a marca quer se posicionar na web.
Depois de entendido o brief, o seu primeiro passo como planner digital é “cair de cabeça” em pesquisas e correr atrás de diversas fontes, sejam na web como no mundo físico, afinal, planner que faz pesquisa apenas da sua mesa e no seu PC, está precisando rever seus conceitos, mas ok, a pesquisa mais fácil de ser feita é essa, portanto, é compreensível que sua primeira fonte de pesquisa seja o Google; a partir dessa ferramenta, você vai achar diversos dados sobre a marca, dados como entrevistas com diretores da empresa, blogs falando do produto, sites de reclamações sobre os serviços, artigos que citam a marca, matérias sobre o mercado que a marca atua, pesquisas sobre vendas, lucros, matérias sobre concorrência, aulas de marketing que citam a marca ou concorrência e todo esse conteúdo pode ser achado em sites de revistas, portais, vídeos no YouTube, SlideShare, programas de TV, rádio, entrevistas, blogs, sites especializados, onde se achará diversos dados e informações sobre o mercado de web e o comportamento das pessoas frente a esse cenário (muitas vezes, são dados importantes para convencer o cliente a ingressar no mundo digital); segundo ponto, é analisar as Redes Sociais. Mesmo aquelas marcas que acreditam não estar no Orkut, elas estão, seja pelos profissionais que trabalham na empresa ou por fãs da marca que montaram uma comunidade e detém o poder sobre ela. Nesse ponto é importante entender o que se fala da marca e não estou dizendo apenas Orkut, mas Facebook, MySpace, Hi-5, Drimio, Sonico, Twitter, Limão entre outros.
Essas pesquisas vão mostrar ao planner qual o caminho que a marca está traçando X qual o caminho que os consumidores querem que ela siga. Está aqui o primeiro passo para o planner, entender o caminho!
A partir desse fator, o planner vai montar o planejamento do projeto digital: com o planejamento pronto, vem o 2º passo, onde ao colocar o site no ar, o planner vai pesquisar se aquele resultado vai resolver os problemas da marca e vai conseguir atingir seus objetivos. É a parte de analisar o comportamento do consumidor frente ao novo, seja ao site ou a toda a campanha; esse é o momento de mudar os rumos das ações antes que o grande público tenha acesso.
Passada a 2ª parte chega a parte de pesquisas após o site estar no ar, e ai vem a minha teoria de que “o processo de planejamento começa quando o site está no ar” onde eu defendo que o planner deve analisar a performance do site diariamente – se preciso mais de uma vez ao dia – e avaliar para onde o site está indo e como melhorar sua performance (Eu acompanho a evolução do Blog do Planejamento http://plannerfelipemorais.blogspot.com diariamente e vejo o que o público espera dele pelas Keywords que são as mais acessadas); vamos supor que uma marca tenha criado um concurso cultural onde o objetivo do site seja gerar cadastros para concorrer a ação. Se você percebe que 600 pessoas acessam a página de cadastro e apenas 180 se cadastram, significam que 60% não estão fazendo essa conversão e por quê? Pesquisa e métricas respondem isso para o planner, métricas vão mostrar os números, pesquisas com o target mostraram o porque as pessoas entram e saem, talvez o concurso seja muito difícil ou o prêmio não valha tanto a pena… só pesquisas mostraram isso a você.
Mas e as pesquisas fora da web?
Como disse nesse artigo, se você planner ficar na sua sala pesquisando sobre a marca, você não está fazendo um trabalho errado, só está fazendo um trabalho incompleto. Nesse ponto é importante que o planner vá ao ponto de venda, analise e converse com os consumidores, com aqueles que compraram, com os que tem a intenção, com os que apenas olham a marca e não compram e aqueles que compram da concorrência; participar de workshops, eventos, palestras e cursos são sempre excelentes fontes de pesquisa, pois há muito material que os palestrantes mostram, de pesquisas de suas agências e empresas e que acreditam ser interessante compartilhar; ler livros sobre marketing não são boas fontes de pesquisa de números, pois em muitos casos os números apresentados nos livros após 3 ou 4 meses estão totalmente defasados (em tempo: eu finalizei meu livro Planejamento Estratégico Digital em fev/09 e o lancei em junho de 2009) mas livros nos dão uma visão abrangente de como trabalhar com dados dessas pesquisas.
Importante reforçar, sempre, que o processo de pesquisa é extremamente importante para o processo de planejamento e é um processo que não acaba nunca; não basta lançar um site e esperar que ele “se vire sozinho” o planner precisa tomar decisões de mudança de rumo e para isso, sua principal ferramenta são as pesquisas!
A Internet é uma mídia em que todos nós, profissionais estamos aprendendo como trabalhar. Estamos entendendo o novo consumidor, o poder das redes sociais; entendendo como esse consumidor compra, pesquisa, interage. Sabemos que o consumidor hoje está com o poder, ele quer falar e ser ouvido. Ele quer ser fonte de informação, uma referência para seus amigos.
As marcas estão querendo esses consumidores ao seu lado e desenvolvendo diversas ações que possam impactar esse consumidor, porém, o que se vê ainda é que a grande maioria das ações são para gerar: impacto X venda.
A idéia é fazer banners na home de portais, sites especializados, sites regionais, links patrocinados que geram visitas a um determinado site ou hotsite e que eles gerem vendas. Quanto mais se investe, mais retorno se espera. A conta é essa, mas na minha opinião, essa conta deve começar a ser repensada.
Internet não é só venda! Ela é relacionamento, interação, conversas, experiência, divulgação, comunicação e claro também vendas! Mas não apenas vendas! E as empresas precisam pensar nisso!
Nesse ponto que eu quero chegar nesse artigo, sobre o marketing de cultivo, onde as marcas precisam usar a web para atrair “fãs” e trabalhar com esses fãs. Redes Sociais são projeções geométricas.
Imagine se uma marca possui em seu perfil do Orkut 100 “amigos” ou seguidores. Cada um desses amigos possui mais 100 pessoas, que possuem mais 100, que possuem mais 100 e por ai vai; agora leve isso para o fato de que dentre o 1º grupo de 100 pessoas, fãs da marca X, sejam tão bem trabalhados, com informações periódicas sobre a marca e produto – não apenas com estímulos de compra – que desses 50 decidam enviar uma mensagem sobre a marca para seus 100 amigos, que aqui podemos tratar como 2º grupo; Essas 50 pessoas estão impactando – cada um – mais 100 pessoas; Dessas, podemos imaginar que 30 decidam – sendo o 3º grupo – enviar a mensagem para seus 100 amigos. São números hipotéticos, mas é algo a se pensar quando se fala em comunicação na web.
A mensagem se viralizou de tal forma que a marca não tem mais controle, entretanto, ela pode ser muito beneficiada com isso, fazendo uma grande campanha sem gastar nada e da melhor forma que existe: o boca-a-boca. Pensando em vendas, é possível mensurar que essas indicações geraram vendas futuras sem que a marca gastasse um centavo para impactar um determinado grupo de consumidores.
Uma pesquisa mostra que 80% das mensagens que acreditamos vem de amigos ou conhecidos, apenas 20% são de propagandas, sendo assim, continuando o exemplo dado no parágrafo anterior, se 50 pessoas indicam o produto da marca X, ela é uma influenciadora, uma formadora de opinião, logo as chances de conversão ou mesmo gerar curiosidade são grandes.
Para se ter uma idéia de como uma marca pode ser beneficiada com o boca-a-boca no mundo digital, posso citar aqui o exemplo do Google, que surgiu há 10 anos. Nunca se viu uma propaganda do Google, um anúncio na TV, uma página dupla em uma revista. A marca foi simplesmente crescendo com o boca-a-boca onde pessoas usam o sistema, gostavam e passavam a experiência prazerosa para seus amigos. Isso fez com que a marca começasse a crescer, crescer e após 8 anos do seu surgimento (hoje, com 10 anos) já era a marca mais valiosa do mundo!
E como a marca cresceu dessa forma sem fazer propaganda? Simples, oferecendo um bom serviço para seus usuários, assim milhares de blogs pelo mundo (incluo o meu blog plannerfelipemorais.blogspot.com nesse meio) escreveram diversas vezes sobre o Google. Surgiram livros, artigos, matérias em revistas de grande circulação no mundo, matéria de programas de TV, Rádio; enfim, a propaganda do Google foi feito pelos usuários para os usuários em uma projeção tão grande ela superou – em valor de marca – empresas centenárias como IBM, Microsfot, GM, McDonald´s e Coca-Cola, que estão entre as 10 marcas mais valiosas do mundo.
Diante a todo esse cenário, é que as marcas devem começar a pensar no marketing de cultivo, ou seja, levar as pessoas para o site, hotsite ou comunidades virtuais é uma tarefa que as campanhas já fazem, o importante agora é cultivar essas pessoas; é gerar informação permanentemente para os seguidores, e repito, não apenas oferecendo produtos, mas comunicando novidades, falando sobre os garotos propaganda da marca, falando sobre notícias em torno do ambiente da marca e claro, uma vez ou outra, criando campanhas específicas para esses seguidores, assim como a Tecnisa fez recentemente, quando fez uma ação para seus seguidores no Twitter e vendeu um apartamento na Lapa de 500 mil reais.
As campanhas de web não devem apenas gerar clicks e vendas para as marcas. Isso é o básico e o profissional de planejamento estratégico digital deve pensar muito além disso, deve-se pensar que se a agência criou uma campanha para levar as pessoas a uma determinada URL, essas pessoas não foram lá apenas para conhecer mais do produto, elas foram porque se interessam. Nesse processo, ações simples como um concurso cultural ou um espaço para que as pessoas deixem sua opinião sobre marca e produto podem gerar um mailing para o cliente muito interessante.
Só com essas duas ações simples – cadastros e seguidores em redes sociais – a marca já vai possuir uma boa base de clientes, um entendimento do que essas pessoas pensam do produto, como compram, o que acham, o que sugerem de melhorias, ou seja, a marca – e o profissional de planejamento – terá um material amplamente rico para trabalhar futuras ações.
Supondo que uma ação simples gere 1.000 seguidores em redes sociais, 500 depoimentos em um hotsite e 10 blogs que falaram espontaneamente sobre a ação. O profissional de planejamento entregará um banco de dados muito rico para a marca com a qual está trabalhando. Em um futuro próximo do final da ação, a agência pode fazer uma campanha específica para essas pessoas, um e-mail marketing também onde esse público possa comprar o produto com um desconto em uma loja virtual estilo Submarino.com por exemplo, ou criar uma pesquisa mais abrangente com esse público, economizando a contratação de empresas de pesquisa e obtendo talvez, os mesmos resultados de outras metodologias de pesquisa; ter um sistema de CRM ligado a essa estratégia só vai potencializar os resultados.
O marketing de cultivo é ideal para não apenas fidelizar os consumidores, como fazer com que esses tragam novos consumidores, que também vão trazer novos consumidores; outras ações vão ajudar a aumentar esse banco de dados, mas é importante saber que uma vez conquistado esses consumidores querem e precisam ser tratados como únicos, como sendo especiais e devem saber de tudo antes!











