1 ano de Ligado no Trânsito!

Nesta semana o Ligado no Trânsito completou seu primeiro aniversário. Foram 365 dias de conscientização nas mídias sociais para um trânsito mais seguro no Espírito Santo. A campanha visou, principalmente, direcionar a discussão e atrair a atenção do jovem para o fato de que não é preciso correr riscos no trânsito para “curtir o rock”.

Durante o ano de 2010 foram várias as ações realizadas pelo projeto: Show de IrregularidadesLigado no Trânsito no RockLigado no Trânsito VerãoCarnaval, além de outras ações pontuais. E a galera que participou dessas várias ações que o Ligado no Trânsito deixou o seu recado de conscientização no trânsito aos capixabas. E para comemorar, foi criado o “Funk do Ligado” que reuniu os momentos mais marcantes dessa galera!

Parabéns do Melhor do Marketing pela iniciativa que, além de conscientizar os capixabas, foi referência em diversos lugares!

A web 2.0 sem a menor sombra de dúvidas revolucionou a forma como nos comunicamos com o mundo. As Redes Sociais têm um papel fundamental nessa mudança nos rumos da comunicação, mas se engana – e muito – quem acredita que esse é um fenômeno que começou em 2004 com o surgimento de Orkut e Facebook. Essas ferramentas são importantíssimas para essa mudança, claro, mas elas apenas potencializaram o conceito de comunidades.

Como profissional de planejamento estratégico digital, entender o comportamento do ser humano é algo vital no meu trabalho. Não posso pensar a estratégia de uma marca sem entender o comportamento das pessoas, o que buscam, o que pensam e como interagem. Colocar uma marca no Twitter é fácil, gerar retorno com a ferramenta nem tanto.

Para entender não apenas o sucesso das redes, mas da Internet como um todo é preciso saber que o ser humano, desde os tempos da “Idade da pedra” já se reunia em comunidades em volta de um interesse comum. Começou quando homens iam caçar e mulheres cuidavam dos filhos e da casa. Homens se reuniam em grupos de um mesmo interesse. Mulheres de outros. Ao longo da história podemos pegar outros exemplos de sociedades que se uniram em volta de um mesmo interesse, como política, guerras, exércitos, camponeses, o Clero…

A diferença para a história do ser humano antes da Internet é que antes nos reuníamos com os “amigos do futebol”, “amigos da classe”, “vizinhos da rua”; hoje podemos fazer parte da comunidade do Facebook da Coca-Cola com mais de 19 milhões de pessoas; não temos 19 milhões de amigos, mas fazemos parte de uma comunidade fã da marca. Além disso, fazemos parte Pedigital.ning.com onde o interesse comum são planner digitais ou na comunidade “Amo praia” do Orkut.

Apenas como efeito de comparação, a TV demorou 13 anos para atingir 50 milhões de usuários a web demorou 4. Esse é o poder de potencializar a relação entre pessoas, que se relacionam entre si e com as marcas também, assim como o exemplo que falei acima. A TV é uma via de mão única. A mensagem vem e recebemos. A web a mensagem vem, recebemos e devolvemos. Isso fez com que atingíssemos não apenas a mesma audiência da TV em 1/3 do tempo, mas que atingíssemos um nível de geração de conteúdo nunca antes visto no mundo.

Nós últimos 50 anos, geramos mais conteúdo do que em toda a história do Planeta Terra. Os formadores de opinião não são apenas William Bonner, Joelmir Beting ou Zeca Camargo. Sou eu, você, o Kibeloco ou um cara dançando no YouTube para 50 milhões de visitas.

Pessoas trocam experiências e informações desde que o mundo é mundo. Há 50 anos atrás nossas avós trocavam receita de bolo com a vizinha. Uma escrevia a receita em um papel e passava a outra. Há 10 anos, essa receita seria enviada por e-mail. Hoje vira recado no Facebook ou é publicada no blog que gera um link no Twitter a ser repassado. Mais pessoas farão o mesmo bolo, desde que elas tenham interesse em ir atrás desse conteúdo.

Mark Zuckerberg disse recentemente que sua maior sacada de sucesso para o seu Facebook foi entender a importância da colaboração entre as pessoas”. Isso é fato. As pessoas colaboram entre si há tempos e é importante enfatizar esse termo para que o erro de dizer que Redes Sociais surgiu com o Orkut e Facebook não se cometa mais.

Para quem estudou a famosa pirâmide de Maslow sabe que Estima e Amor/Relacionamento estão nas necessidades básicas do ser humano. Auto-confiança, conquista, respeito, admiração pela sociedade em que se vive é buscado muito antes de Zuckerberg nascer, o que dirá seu Facebook, aliás, o próprio por ser um garoto tímido com dificuldade de fazer amigos se apoiou na web para ser – pelo menos ali – um líder, alguém respeitado e procurado pelas pessoas. Quem não tinha amigos aos 19 anos, tem 500 milhões aos 26 anos.

Web é relacionamento, interação, conteúdo e engajamento ! O resto é consequência!

Qual deve ser o objetivo de uma ação publicitária? Talvez alguém da “velha guarda” diga: VENDER! Pois está errado. Hoje apenas vender não é o suficiente. Em meio a tantos produtos, tantas marcas, tantos rótulos, a publicidade precisa fazer mais. Deve gerar expectativas, criar sensações, estimular experiências, e a venda, digo mais, a paixão por uma marca, serão conseqüências disso tudo.

O vídeo a seguir mostra uma incrível ação publicitária, que se preocupou não apenas em vender, mas em atingir algo intangível: a emoção de homens apaixonados por futebol. O mais interessante é que a abrangência da ação foi infinitamente maior do que se fosse feito um trabalho convencional. Aliás, esta palavra não existe mais no marketing. Fica então uma reflexão aos colegas. Estamos aproveitando ao máximo o investimento de nossos clientes, ou deixamos de atingir a excelência porque muitas vezes temos medo de voar mais alto?

Aproveite o vídeo e deixe seu comentário ao final:

Muitas pessoas não sabem o motivo de alguns profissionais conseguirem certas façanhas nos negócios, aparentemente, fazendo menos esforço do que outros. Quem já não ouviu frases do tipo: porque fulano de tal, sendo menos preparado, menos hábil, menos esforçado e experiente, galgou sucesso pessoal ou profissional maior do que o nosso?

Todos nós sabemos que nem todos têm as mesmas competências e habilidades, e que todos possuem alguma habilidade. O fato é que, por diversos fatores, nem sempre essas competências são facilmente reconhecíveis. Elas ficam encobertas. E quem consegue demonstrar facilmente estas habilidades ganha a disputa.

Poderíamos chamar isso de sorte? Penso que sempre é bom poder contar com ela, mas nos negócios, como em nosso dia-a-dia, isso pode ser reflexo de um bom marketing pessoal. E nesta área, o menor detalhe faz toda a diferença (aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, etc) e pode determinar o sucesso ou o fracasso de um profissional em determinada “empreitada”.

marketing pessoalO marketing pessoal não pode ser confundido com instrumento negativo, que visa manipular e enganar as pessoas ao passar uma imagem falsa da realidade. Pelo contrário. O marketing pessoal baseia-se em interagir com a realidade! Ou dito de outra forma: é uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade às características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E isso tem que ter fundamento no real, e não no ilusório. Não dá para manter um personagem todo o tempo.

Poderíamos dizer que as pessoas que agem com mentalidade de marketing são bem-sucedidas. Portanto, o desafio que se coloca, inicialmente, é o de pensar de maneira mercadológica. E para isso, citaremos alguns conceitos e valores que se usados de forma sistemática, podem contribuir para maximizar o marketing pessoal do profissional:

 Autoconhecimento: Permite que a pessoa defina os seus limites, tome consciência de seus potenciais, possa partir para definir seu modelo de vida. O autoconhecimento é a pedra sobre a qual se constrói a identidade, e esta é a marca de diferenciação de uma pessoa;

Definir metas e objetivos: é importante escolher uma trajetória de ação e, dentro dela, selecionar alternativas diferenciadas;

Guiar-se por conjunto de valores: Os valores são a base do caráter da pessoa, e isto fará com que a ela seja reconhecida pelos valores que cultiva;

Composição da apresentação pessoal: basicamente consiste em ajustar a identidade e a imagem da pessoa. O profissional precisa adaptar-se aos tempos e aos ambientes;

Aperfeiçoar a comunicação: abrange um conjunto de ações relacionadas à melhoria do discurso e a forma de comunicar-se. É importante também, estar por dentro dos acontecimentos nos diversos campos do conhecimento;

Ampliar faixa de relações: é preciso quebrar o círculo de amigos e vizinhos, ampliando o circuito de conhecimentos com a incorporação de novas pessoas no jogo da interlocução. O ideal é que procurar se relacionar com pessoas que estão no chamado circuito da formação de opinião. Participar de eventos e reuniões sociais são fundamentais para isso.

Acumular e aproveitar melhor os conhecimentos: Não adianta ter uma gama de conhecimentos e não divulgar isso. Conhecimento não vale de nada se trancado a sete chaves;

Evitar o ridículo e excessos: isso pode ser resumido em apenas uma frase: “as pessoas são ridículas apenas quando querem parecer ser o que não são, e saber o que não sabem”;

Saber administrar o tempo e as dificuldades: é preciso aprender a conviver com as dificuldades, sem entrar em desespero. E ter o tempo do seu lado e não como um inimigo é uma grande vantagem, frente ao que desconhece esta realidade;

Ter capacidade de argumentação: muitas vezes não adianta dizer, é necessário demonstrar o que se diz. E a boa argumentação se vale de provas absolutas, situadas no campo do conhecimento apresentado.

De tudo que foi mencionado neste artigo, o que deve ficar retido, é que o grande desafio do marketing pessoal, é interagir com a realidade de forma a não criar “ruído” entre o que o profissional é e o que ele aparenta ser. Não adianta andar com um cartaz dizendo que você é isso ou aquilo, é necessário ser!

Como as novas tecnologias digitais podem melhorar a prática institucional pública, fortalecer a democracia através da integração e da transparência, conferindo mais poder aos cidadãos.

De acordo com Aristóteles, conceitualmente, a Política seria a virtude coletiva que trabalha pela prosperidade de todos os que se agregam na polis sob os fundamentos da justiça e da liberdade. Sendo assim, o governo pode ser considerado uma organização de extrema importância na rede social de um país. Visto isso, vamos analisar o recente movimento estratégico relativo ao uso da tecnologia, que para uma governança participativa reforça a capacidade de ação da população e promove o relacionamento entre a sociedade e os seus governantes.

Na sua essência, o Governo 2.0 toma por base a incorporação das novas tecnologias para a melhoria dos processos internos de administração pública, através de uma gestão democrática que prevê a ampla participação de uma rede de pessoas que estão interessadas em acompanhar e intervir nos processos de políticas públicas.

Essa liberdade de comunicação interativa, combinada à facilidade de uso das plataformas de mídias sociais passa a ser anunciada como uma das mais influentes formas de mídia na sociedade atual. Esta é a era onde não é mais possível moldar a opinião das pessoas com a publicação de simples press releases em portais institucionais. Um bom exemplo deste conflito foi quando o governo Lula lançou o Blog do Planalto, um canal de informação oficial das ações do governo, contudo sem a possibilidade da população interagir com os posts publicados, o que, por definição, vai completamente contra os conceitos de transparência e participação do gov 2.0.

A mudança no consumo das mídias mudou radicalmente a forma de se fazer comunicação. Com a pulverização da audiência, é praticamente impossível alcançar todo o seu público alvo utilizando apenas uma mídia. O que promove consequentemente um movimento de transferência de investimento das mídias ditas tradicionais para a internet – antes considerada uma mídia alternativa.

Um exemplo de mudança na comunicação pública nacional foi o lançamento do Portal Brasil,  na última quarta-feira (03). Com o objetivo de aproximar ainda mais o Estado do cidadão, o portal oferece serviços, cultura e informações em 12 áreas de conteúdos temáticos: cidadania, saúde, educação, ciência e tecnologia, Brasil, cultura, economia, esporte, geografia, história, meio ambiente e turismo. São mais de 500 serviços integrados. De acordo com o blog do Planalto, inicialmente, serão oferecidos conteúdos segmentados para trabalhadores, estudantes, empreendedores e imprensa. Há previsão de estendê-los às crianças, idosos, servidores públicos mulheres e outros públicos.

Há muito ainda o que ser discutido e implantado na comunicação pública digital, visto que novas participações e inovações serão cada vez mais uma exigência da sociedade ou terão saídas alternativas a partir da própria população. Daqui para frente, o que se vê é o fortalecimento da web como plataforma cidadã. Através de iniciativas #webcidadania, que será lançado oficialmente hoje (11) na Conferência Internacional de Redes Sociais (CIRS), em Curitiba, movimentos independentes estão construindo boas maneiras de levar para a política o que a sociedade já aprendeu com a web 2.0.

Dessa forma, fica evidente que na era da política 2.0 a comunicação interativa é muito mais profunda do que apenas a aplicação das estratégias em redes sociais e a avaliação do comportamento do candidato político nas diversas plataformas. Essa é apenas a ponta do iceberg, já que na versão interativa da web é possível fazer muito mais com muito menos e através da articulação pública, naturalmente acontece a quebra das estruturas de poder atualmente vigentes.

Em minhas palestras pelo Brasil, 2 slides tem chamado muita atenção. O primeiro é o slide que mostro uma infinidade de logomarcas de centenas de Redes Sociais, onde além das redes conhecidas como YouTube, Orkut, Facebook, Twitter, ainda mostro comunidades que nem todos conhecem (inclusive eu) como Hi-5, Sonico, Ning, LastFM, Renkoo,  Squidoo, Shozu, Bloop, Drimio, PageFlakes, Vimeo, Tail Rank entre outras.

Cada uma das redes tem as suas particularidades, ou como gosto de chamar seu “DNA” e cabe aos profissionais de web saber como cada usuário interage com elas. Não acredito que devemos conhecer todas, afinal, só nesse slide tem mais de 300 redes, mas é necessário conhecer as principais e entender onde o seu consumidor está e como interage nessa rede, assim, entender como fazer com que esse consumidor interaja, fale e se engaje com a sua marca.

Outro slide que chama muita atenção é quando eu abordo o tema presença digital, que na minha opinião será o grande assunto de 2010, afinal, quando falo desse termo, não fico apenas no assunto redes sociais, mas sim em vários pontos de contato que o usuário ou consumidor pode ter com as marcas no ambiente digital.

Quando inicio um planejamento estratégico digital, sempre tenho o foco de pensar como será a presença digital da marca ou marcas com as quais estou trabalhando, penso que o site é apenas a ponta do iceberg e que o usuário está muito além do site, Google ou Orkut, o usuário está no iPhone, no MSN, em um game, slideshare e até mesmo no Formspring uma rede que está começando a crescer no Brasil e acredito será uma das febres do começo de 2010.

Na sequencia desse artigo, darei alguns exemplos de presença digital, entretanto, vou deixar de lados as mais básicas e obrigatórias como Twitter, YouTube, Blogs, Orkut e Facebook, afinal, essas são Redes obrigatórias para qualquer marca e que podemos discutir sua utilização em outros artigos.

Presença digital é um termo que a web 2.0 potencializou para as marcas e que essas, através de suas agências e dos seus profissionais de planejamento devem saber como trabalhar. Presença digital é – falando no ambiente digital – estar onde o usuário está.

Se o seu usuário é um ávido jogador de game, você deve estar em um game; por exemplo o Kick Off (Ongame). Em 2010, além dos tradicionais campeonatos (paulista, brasileiro, copa do Brasil, sulamericana, libertadores e mundial) é ano de Copa do Mundo, ou seja, investir sua marca em um game de futebol pode ser uma boa estratégia, porém, é interessante buscar games (e o KickOff faz isso) onde o jogador interaja coma sua marca, como por exemplo, a Coca-cola dando mais força ao jogador virtual ou a Nike dando um chute mais potente caso o usuário opte em usar uma Nike N90. Investir em uma ferramenta de alto poder de interação apenas com um banner acredito ser um desperdício de potencial, interação e por que não verba.

Na minha opinião, quando falamos de presença digital, Redes Sociais são a principal ferramenta para uma presença que faça a diferença; primeiro porque há diversas – como mencionei no começo do artigo – redes com diversas finalidades, segundo, porque o brasileiro é o povo mais apaixonado do mundo por essa ferramenta.

O ser humano tem a necessidade de se relacionar e hoje em dia não é estranho quando em focus groups ouvimos que “meus amigos são aqueles que estão no meu Orkut ou MSN…” Recentemente o Ibope fez uma pesquisa que comprova isso (http://www.ibope.com/conectmidia/)

Presença digital é pensar nas ferramentas que o usuário pode querer usar e como estar lá. Um outro exemplo, é o software AroundMe do iPhone, um dos mais fantásticos que tenho e uso. Gratuito, o usuário pode estar na Avenida Paulista e querer saber onde tem uma agência do Banco Real. Ele abre o software e seleciona “Bank”. O software localiza sua posição via GPS e lhe mostra as agências próximas a você em um raio de até 10km. Você seleciona a mais próxima (o sistema lhe mostra quantos metros ou quilômetros você está de cada um dos pontos) e depois clica em Maps, onde ele vai te mostrar o caminho que você pode seguir. Agora e se o usuário quiser comer um lanche ou buscar um restaurante por kilo? Ele pode selecionar “Restaurante” e localizar o mais próximo, e uma marca de restaurantes da Paulista pode fazer uma ação nesse sistema ou até mesmo de Link Patrocinado ali. Quer ver uma ação ainda melhor pelo iPhone? Veja o que o Bradesco fez usando iPhone, Realidade aumentada, localizador, GPS, mapas, vídeos e pensando em presença digital para a sua marca no Mobile: http://www.youtube.com/watch?v=UIGAkVMre_o

Com o surgimento das câmeras digitais, o brasileiro começou a tirar foto de tudo o que via pela frente. Sem a necessidade da revelação (revela-se apenas as realmente mais importantes) e com os memory cards cada vez mais poderosos, que conseguem armazenar mais de 1 mil fotos, os programas como Flickr e Picasa ganharam força, assim como os celulares com câmeras potentes, como os da Sony com mais de 8 megapixels!

O brasileiro gosta de compartilhar o que ele acha interessante, talvez, para muita gente (como eu e você amigo leitor) o churrasco do final de semana do “Zezinho da Vila Maria” não seja interessante, mas para os seus 30 amigos da rua e do escritório sim, e se nessas fotos aparecer o logotipo da Nova Schin? Ou se a Nova Schin proporcionar um espaço onde o Zezinho possa colocar suas fotos e enviar gratuitamente a seus amigos? E esse conceito eu levo para vídeos e não apenas o YouTube, como também o Vimeo e o Google Vídeos por exemplo… ou até o MySpace, Orkut, Facebook… são inúmeras ferramentas onde pode-se “brincar” com fotos e vídeos; isso sem falar dos softwares gratuitos que se pode baixar em sites como grátis.com.br ou baixaki.com.br que os usuários podem fazer montagens (edição de vídeo, apresentações, softwares similares ao photoshop, redutor de olhos vermelhos).

Será que uma marca não se interessa em unir em um mesmo site todas essas ferramentas para que o usuário ao invés de acessar 4,5 lugares encontre tudo em um só e a marca “patrocine” tudo isso? Será uma experiência agradável para o usuário que com certeza será repassada – tanto a marca como esse prazer – a outras pessoas, do seu convívio. Estão ai mais alguns pontos de contato do consumidor com a web, onde marcas podem explorar.

Os buscadores são grandes armas para que o usuário localize marcas e produtos. Pesquisas mostram que 93% dos usuários usam buscadores e desses 86% usam o Google. Isso significa que uma marca tem que estar no Google, mas não apenas no Google, afinal, outros 14% usam o Yahoo! Bing, Ask.com; com a fusão do Yahoo! E Microsoft (que tem o Bing como seu buscador) existe uma tendência de que o Google perca mercado, por isso estar na busca natural e em Links Patrocinados em outros buscadores é uma estratégia da presença digital a ser muito considerada.

Amigo leitor, o que eu quis passar com esse artigo é que a 2010 será o ano da presença digital. Não é porque o Twitter é uma febre, porque 67% dos cadastros no Orkut são brasileiros ou porque o YouTube e o Google tem seus maiores acessos no Brasil que as marcas e agências devem ficar “míopes” apenas para essas redes, devem dedicar mais esforços a eles, claro, mas não apenas a eles.

Devemos entender que há consumidores – mesmo que poucos – em uma comunidade do Portal Limão ou no Sonico por exemplo e lembrar que Redes Sociais são feitos por pessoas, logo se existem 50 potenciais consumidores no Sonico de uma marca, esse número pode pular para 250 se esses 50 enviarem alguma mensagem – com o patrocínio da marca – para apenas 5 amigos, ou 500 para 10 amigos; devemos analisar que 35% dos acessos a web via celular vem do iPhone e que o iPhone é um celular que permite que as pessoas baixem softwares exclusivos e relevantes, que as pessoas usam para jogos, para acesso a web, para localizar-se – e compartilham isso com sua rede de contatos, física e virtual!

Devemos entender que o brasileiro joga – e muito – games, e não apenas a “molecada” não, tem muitos homens e mulheres na casa dos 30 a 40 anos que jogam games seja via PC, Nintendo Wii, iPhone, Nokia N95…

Entender que o usuário, quando gosta de algo, compartilha e para isso há o Digg, Delicius, Twitter; usar o Slideshare para que o usuário baixe um manual de instruções de um produto ou mesmo o catálogo da sua loja, e que o usuário compartilhe também.

Enfim, há uma grande infinidade de softwares, programas e ferramentas para que os usuários possam usar, não há necessidade das marcas estarem em todos, mesmo que de graça em muitos deles, mas há necessidade de entender onde o seu consumidor está, como interagir com ele e de que forma; na presença digital existe uma “lei” importante:

Não basta estar no mundo digital, é preciso saber como estar!

A web 2.0 tem em sua essência a colaboração e a interação, onde internautas têm o desejo de participar de cada detalhe do site. Seja enviando vídeos, fotos comentando notícias, posts, criando comunidades, se promovendo, enfim a Web 2.0 deu liberdade para que as pessoas se mostrem, elas querem falar e serem ouvidas, querem criar e se mostrar ao mundo. A Web 2.0 acabou com os famosos “15 minutos de fama”. Agora a fama é o tempo que essa pessoa for relevante para um determinado número de pessoas. Sabendo disso, empresas e programadores – quase diariamente – lançam diversas novidades nos quatro cantos do mundo. E, claro, os internautas agradecem, aliás, não apenas agradecem como entram em sites para solicitar melhorias, dar sugestões, dicas e pedir novidades.

São ferramentas que caem no gosto dos internautas, viram febres, viram mania nacional e mundial, e claro, despertam o interesse dos anunciantes, que desejam estar inseridos nessas comunidades, interagindo com os consumidores. Aliás, que marca não deseja isso?

Todas essas ferramentas se resumem em um único conceito, denominado mídias sociais, onde diversos internautas se juntam, interagem, compartilham de tudo e se conhecem, mesmo que virtualmente. Até uma demanda por um novo profissional – Moderador de Mídia Social – está crescendo no mercado online. O Orkut foi o grande incentivador dessa febre – quando lançado em 2004, a web 2.0 era apenas uma lenda: Hoje ela é a realidade, sendo até responsável por teorias onde defendem que sites 1.0 estão morrendo aos poucos. Bom, estamos acostumados com essas “mortes”, afinal a TV mataria o rádio, a revista mataria o jornal, a Internet mataria todos. Estão todos por aí, firmes, fortes e lucrando.

Leio bastante sobre anunciantes que desejam estar inseridos nessas comunidades, afinal será que uma marca de computadores não gostaria de estar inserida em uma comunidade “Eu amo a Web”? Ou um carro popular não gostaria de estar inserido em uma comunidade de vestibulandos? O poder de impacto é muito grande e sendo bem feito, há grandes chances de altos lucros para as marcas.

Como um planner, de formação, especialização e vocação, está no sangue pesquisar sobre diversos assuntos. Como publicitário interativo, o grande foco das minhas pesquisas e estudos é a web. É preciso estar sempre muito atento às novidades que a tecnologia proporciona, pois a cada dia é uma nova surge.

Pesquiso diariamente sobre novidades, desejos do consumidor online e anunciantes, mas pouco vejo o que se espera disso tudo, quais resultados as empresas buscam ou conseguem, assim, diante desse cenário, pergunto: e o planejamento, onde fica nessa história? Afinal, uma ação dessas deve ser muito bem planejada, porque um erro nessas comunidades pode ser fatal. Para um usuário abrir uma nova comunidade “eu odeio o anunciante X” levar diversos outros usuários para seu lado é algo extremamente rápido e sem a menor possibilidade de veto pelo anunciante. A web 2.0 é um ambiente livre, onde as pessoas demonstram seus gostos. Não se pode policiar ou proibir a opinião pública.

O planejamento, em qualquer área da comunicação, é extremamente importante. Claro que defendo que cada área na comunicação tem a sua importância, afinal, se uma roldana está frouxa, a engrenagem da máquina não funciona.

Inserir uma marca em uma comunidade não é fácil, a começar pelo fato de que os moderadores muitas vezes não permitem isso. É preciso dar uma vantagem a ele, aliás, a todos os usuários da comunidade, pois se o moderador “se vender” a uma marca, os usuários podem se irritar e sair, assim, ele perde a audiência e com isso o patrocínio da que só está pagando aquele espaço para ter o direito de se expor a um determinado número de usuários interessados em um determinado assunto. Outro erro é produzir um usuário “fake” (gíria que significa perfil falso) apenas para interagir com a comunidade em prol da sua causa. Isso, além de ficar falso, acaba com a marca em minutos, basta um dos usuários desconfiar, levantar a questão e pronto, todo o trabalho da marca junto às mídias sociais foi por água abaixo.

Insisto que o mais importante dentro dessa ação é pesquisar sobre as comunidades, pesquisar sobre o que conversam, quem são os líderes, do que gostam, do que não gostam. Entender como determinada comunidade consumiria uma mídia, se isso seria invasivo, ou se bem aceito, entender como entrar na comunidade aos poucos. Avaliar o potencial de retorno, analisar a viabilidade, os recursos necessários, ver dentro da ação quem vai monitorar os comentários, analisar os blogs de cada usuário: sobre o que eles estão falando? E da marca?

Quem fará os relatórios? Quais objetivos traçados pelo cliente (apenas aparecer com certeza não vai ser)? E como mensurar os resultados. Em resumo, o importante das mídias sociais não é simplesmente estar nelas. É saber – planejando – como se aproveitar delas.

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.Rogério Lima