Quando uma empresa é voltada para o design

Uma empresa que se volta para o design se torna um ícone em seu segmento. Através de experiências emocionais positivas que elas proporcionam aos usuários de seus produtos, essas corporações têm intrínsecas a suas culturas o design.

Para atingir esse objetivo, a empresa deve ter percepção de seu posicionamento no mercado: onde está e aonde quer chegar? Através dessa percepção é possível planejar quais públicos vai atingir, como vai atingir, o que vai lançar, e por aí vai. É importante também compromisso para dar o salto, de uma empresa “comum” para uma totalmente focada no design e disposta a seguir esse propósito. A implementação de novas políticas, abordagens e também a admissão de novas pessoas são os primeiros passos das medidas que devem ser tomadas. Por último a vigilância, aonde uma empresa se mantém a par de tudo que acontece no mercado e extrai dele o máximo de informações sobre as necessidades do consumidor, o que ele tem de experiência e o que pode vir a ter.

Esses quatro tópicos são importantes de serem agregados no aspecto corporativo da empresa, ou seja, ações que refletem diretamente no posicionamento e na imagem que a empresa tem. Em relação às ações, sejam internas ou externas, quatro pontos já comprovados por empresas líderes e totalmente voltadas para o design, como Samsung e Apple, são importantes para construir esse conceito:

  • Ter um profissional de design como parte da alta gerência, assim os responsáveis pelo “DNA da empresa”. Conforme Jonathan Ive, vice-presidente sênior de design da Apple, é esse o aspecto que faz dela a empresa que é. É uma forma de fazer com que o design não apareça apenas dando “forma ao produto”, mas também seja usado como estratégia para a marca.
  • foco no design também deve estar presente nesse tipo de empresa. A disciplina não deve aparecer somente depois da concepção do projeto, mas também deve fazer parte da solução dos problemas que dão início ao projeto, para definir aspectos de usabilidade, agregar ideias para boas funções. Nas palavras de Steve Jobs, fazer produtos “que as pessoas amam”.
  • Assim como diz o próprio slogan da Apple, “pensar diferente”. Fornecer produtos com um design diferenciado que é capaz de se sobrepor às próprias funções é uma forma de se mostrar “voltado para o design”.
  • Por último, uma das principais formas que a metodologia de design apresenta para que problemas sejam resolvidos e melhorias que aconteçam é através da prototipagem. E ninguém melhor para “testar” os produtos de uma empresa do que o próprio público consumidor. Assim, lançar protótipos para o mercado é uma forma de se mostrar uma empresa atualizada, que se preocupa com a opinião do consumidor para vender um produto que traga experiências positivas somente.

É importante que as empresas estejam cientes de que ser voltado para o design não é apenas uma questão de produtos esteticamente bonitos, está muito mais relacionado ao comportamento e ao quanto a instituição é capaz / está disposta a promover experiências positivas para seu público consumidor. Uma empresa que se volta para o design tem uma equipe livre para projetar sem limitações por conta da fabricação.

Sites, blogs, redes sociais, mídias sociais, televisão, mídia impressa, out of home. Hoje são muitas as opções para uma marca aparecer à vista de seu público consumidor, mas nem sempre os pontos de propaganda de um produto se limitam aonde ela se manifesta. Existem outras formas de aparecer, algumas são mais planejadas e têm todo um cuidado dos departamentos de design e marketing, e outras são mais consequências de uma boa imagem criada.

O produto é o primeiro que deve ser planejado como um vetor de manifestação da marca. Ele é o ponto de contato entre empresa-consumidor que vai definir se a experiência com aquele produto é positiva ou negativa. Muitas empresas ainda não projetam focadas em design, em uma embalagem que converse com o consumidor e um produto cuja experiência de uso valha o valor que foi pago. A Apple é uma empresa focada em design que enxerga o produto como maior meio de captação de clientes, tanto é que lança novos modelos ainda enquanto protótipos para, a partir do feedback, aperfeiçoar ainda mais o produto.

O ambiente aonde a marca começa a acontecer também diz o que ela é. Nesse caso, o diferencial é a vivência que as empresas são capazes de proporcionar ao consumidor dentro de seus estabelecimentos. Algumas empresas oferecem lojas que são realmente a ambientação do conceito da marca, fazendo com que aconteça ali dentro toda a experiência com o produto que o usuário pode vir a ter. As lojas da Starbucks são um exemplo de estabelecimentos aonde o cliente tem uma experiência única, não só de estar consumindo a bebida. São ambientes projetados para criar um vínculo emocional entre o café e o cliente.

Comunicação. Uma boa propaganda? Claro. Um bom design? Também. Mas uma marca tem que estar presente aonde as pessoas podem falar dela (melhor ainda se forem ouvidas). Um site hoje não é mais o único canal de informações na internet que uma empresa deve ter, porém, para adentrar em Twitter, Facebook, criar canais no YouTube ou manter um blog, é importante a empresa estar disposta a atualizar seus perfis e também manter contato com seu público, pois esses sites se tornam também canais de atendimento. Quando um cliente recebe retorno de um elogio que faz a uma marca, ou de uma reclamação sobre, ele se sente relevante e passa a valorizar mais ainda, por acreditar que sua opinião é levada em consideração.

Se tornar um ícone de comportamento é um desejo de muitas marcas, mas isso não depende somente de ações que partam da empresa, dos administradores da marca ou dos responsáveis pela propaganda. Quem torna uma marca uma tendência é o público consumidor. Quando isso acontece, não importa o quanto essa marca tem produtos plagiados: a força que tem por conta do significado social faz com que seus nichos de mercado permaneçam intactos. Uma marca que sempre observei com relação a isso foi a Converse All Star. Criados na década de 20 para calçar jogadores de basquete, os tênis All Star hoje são sinônimos de estilo, especialmente entre o público alternativo. E não importa quantas marcas secundárias copiem o modelo mais famoso da marca: o valor que a marca carrega para quem usa a torna insubstituível.

Em um mercado bombardeado por propagandas, diferentes produtos de diferentes marcas e muita, mas muita informação ao mesmo tempo, é preciso cautela para se posicionar, ainda mais quando o controle da informação sobre o produto não está mais somente nas mãos dos empresários. O público hoje tem muitas opções de escolha e também o poder de influenciar amigos e parentes sobre qual produto comprar. Cabe aos “donos de marcas” identificar e lidar com inteligência nesses segmentos aonde suas marcas podem aparecer, e também saber controlar todas as repercussões que acontecerem.

Com a ideia de criar um vínculo entre o consumidor e o produto ou serviço que oferecem, muitas empresas descobriram que, ao proporcionar um estímulo utilizando os 5 sentidos (visão, olfato, audição, tato e paladar) podem agregar maior valor à marca e fidelizar esse cliente. É o chamado Marketing Sensorial.

Hoje não basta apenas ver e EXPERIMENTAR, é necessário tocar, sentir, ouvir. Esses sentidos são vistos como canais pelos quais se oferece algo e espera-se receber de volta uma reação do consumidor.

E como cada sentido pode ser estimulado?

visão é o primeiro sentido estimulado, é por ela que é feita a primeira avaliação pelo cliente. Investir na cor, iluminação e disposição dos produtos certamente será um ponto positivo à sua empresa visto que 70% da percepção humana está baseada nesse sentido.

Através do paladar, o cliente prova o sabor do produto. E não é de uso exclusivo das empresas alimentícias. As empresas podem estimular ao cliente através desse sentido ao oferecer aquele “velho cafezinho”

Por sua vez, a audição é um sentido que mexe com a emoção dos clientes. Para atingir esse objetivo, é necessário PESQUISAR qual o tipo de música o seu cliente gosta de ouvir. Que tal alternar uma boa música com  mensagens institucionais?

O Tato é o sentido mais fácil de ser estimulado ao oferecer o toque do produto ao cliente e pode ser primordial na decisão pela compra.

Ao estimular olfato através da criação de uma fragrância exclusiva colabora para a criação de uma identidade da sua empresa pelo cliente.

Praticamente todas as empresas podem trabalhar com o Marketing Sensorial. O que irá diferenciar é o segmento ou estilo da sua empresa que indicará quantos e quais sentidos podem ser trabalhados.

O desafio das empresas é tornar a experiência dos SENTIDOS a mais agradável possível ao clientes e a conseqüência disso poderá vir em excelentes RESULTADOS nas vendas.

Por Bruno Mello

É quase sempre a mesma coisa: todo ano há novas metas a serem alcançadas e uma campanha de incentivo é realizada para ajudar os profissionais a cumprirem a missão de aumentar o faturamento da empresa. Na hora de premiar, as companhias lançam mão dos mesmos recursos há anos – prêmios em dinheiro, produtos ou mais raramente, viagens.

Há pouco mais de dois anos, porém, vem crescendo o número de grandes e médias empresas que estão investindo no Marketing de Experiência para compor as ações de relacionamento, promoção e recompensa não só a funcionários, mas para clientes, parceiros e prospects. Bradesco, Itaú, Kopenhagen, UOL, SulAmérica, Credicard Citi e Gerdau são algumas das companhias que oferecem experiências.

A lista de ações é praticamente infinita. Pode-se fazer um passeio de balão, ter um chef em casa preparando um jantar, passar uma noite num castelo na Europa, voar de asa delta, tomar um banho de vinho, relaxar em qualquer SPA do mundo, pilotar um carro de Fórmula 1, ter aulas de circo, esquiar, entre muitos outros. Só em O Melhor da Vida, empresa especializada neste segmento, há mais de 1.500 opções de experiências.

Case de sucesso
Uma das ações Marketing de Experiência que ganhou destaque nacional foi a promoção Sonho Mágico da Kopenhagen. A marca está oferecendo um mergulho em Fernando de Noronha, um vôo num caça em Nova York, um passeio de balão no Vale do Loire, na França, experimentar gravidade Zero na Flórida, fazer um Safári na África do Sul, entre outros.

Para o consumidor, a sensação é de poder vivenciar momentos inesquecíveis. “Isso gera uma valor para a marca muito grande só pela repercussão que esta campanha tem”, afirma Daniel Nahas, sócio-diretor de O Melhor da Vida, que desenvolveu o catálogo de experiências para a Kopenhagen.

Associar uma MARCA a momentos de prazer, de entretenimento e de EXPERIÊNCIAS inesquecíveis é o grande apelo do Marketing de Experiência. É uma tendência desenvolvida na Europa, EUA e Austrália. “Quando você dá um carro, a maioria vende para resgatar o valor do bem. Já uma experiência é inesquecível para as pessoas que ganham. O residual é muito maior”, ressalta Manoel Condado Junior, da agência Infiniti Incentive.

Fonte: www.mundodomarketing.com.br

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