Os profissionais, seja em que carreira for, estão cada vez mais buscando a capacitação técnica. Muitos deles estão no mesmo nível. Então, o que pode diferenciá-los?
Marketing pode ser definido como o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos e serviços sejam conhecidos, desejados e comprados. Podemos considerar o mesmo conceito para o Marketing Pessoal, substituindo a empresa pelo profissional, que aplicará o marketing em benefício próprio.
Mas antes de fazer o seu marketing pessoal, em primeiro lugar você deve se fazer algumas perguntas: o que o move? O que o faz levantar todos os dias para trabalhar?
Investir no autoconhecimento e na descoberta das suas habilidades é o melhor caminho para potencializá-las.
Profissionais que se sentem realizados no trabalho conseguem transmitir entusiasmo e alegria ao seu redor. Os que encontram um motivo pessoal no trabalho são 5 vezes mais satisfeitos do que os que vão ao escritório apenas pensando em receber o salário no final do mês. 84% dos profissionais com atitudes comportamentais desenvolvidas estão satisfeitos com sua carreira.
Segundo Max Gehringer, os 10 mandamentos do marketing pessoal são:
- Liderança
- Confiança
- Visão
- Espírito de Equipe
- Maturidade
- Integridade
- Visibilidade
- Empatia
- Otimismo
- Paciência
Já conseguiu listar quais desses mandamentos você pratica?
Muitas pessoas não sabem o motivo de alguns profissionais conseguirem certas façanhas nos negócios, aparentemente, fazendo menos esforço do que outros. Quem já não ouviu frases do tipo: porque fulano de tal, sendo menos preparado, menos hábil, menos esforçado e experiente, galgou sucesso pessoal ou profissional maior do que o nosso?
Todos nós sabemos que nem todos têm as mesmas competências e habilidades, e que todos possuem alguma habilidade. O fato é que, por diversos fatores, nem sempre essas competências são facilmente reconhecíveis. Elas ficam encobertas. E quem consegue demonstrar facilmente estas habilidades ganha a disputa.
Poderíamos chamar isso de sorte? Penso que sempre é bom poder contar com ela, mas nos negócios, como em nosso dia-a-dia, isso pode ser reflexo de um bom marketing pessoal. E nesta área, o menor detalhe faz toda a diferença (aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, etc) e pode determinar o sucesso ou o fracasso de um profissional em determinada “empreitada”.
O marketing pessoal não pode ser confundido com instrumento negativo, que visa manipular e enganar as pessoas ao passar uma imagem falsa da realidade. Pelo contrário. O marketing pessoal baseia-se em interagir com a realidade! Ou dito de outra forma: é uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade às características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E isso tem que ter fundamento no real, e não no ilusório. Não dá para manter um personagem todo o tempo.
Poderíamos dizer que as pessoas que agem com mentalidade de marketing são bem-sucedidas. Portanto, o desafio que se coloca, inicialmente, é o de pensar de maneira mercadológica. E para isso, citaremos alguns conceitos e valores que se usados de forma sistemática, podem contribuir para maximizar o marketing pessoal do profissional:
Autoconhecimento: Permite que a pessoa defina os seus limites, tome consciência de seus potenciais, possa partir para definir seu modelo de vida. O autoconhecimento é a pedra sobre a qual se constrói a identidade, e esta é a marca de diferenciação de uma pessoa;
Definir metas e objetivos: é importante escolher uma trajetória de ação e, dentro dela, selecionar alternativas diferenciadas;
Guiar-se por conjunto de valores: Os valores são a base do caráter da pessoa, e isto fará com que a ela seja reconhecida pelos valores que cultiva;
Composição da apresentação pessoal: basicamente consiste em ajustar a identidade e a imagem da pessoa. O profissional precisa adaptar-se aos tempos e aos ambientes;
Aperfeiçoar a comunicação: abrange um conjunto de ações relacionadas à melhoria do discurso e a forma de comunicar-se. É importante também, estar por dentro dos acontecimentos nos diversos campos do conhecimento;
Ampliar faixa de relações: é preciso quebrar o círculo de amigos e vizinhos, ampliando o circuito de conhecimentos com a incorporação de novas pessoas no jogo da interlocução. O ideal é que procurar se relacionar com pessoas que estão no chamado circuito da formação de opinião. Participar de eventos e reuniões sociais são fundamentais para isso.
Acumular e aproveitar melhor os conhecimentos: Não adianta ter uma gama de conhecimentos e não divulgar isso. Conhecimento não vale de nada se trancado a sete chaves;
Evitar o ridículo e excessos: isso pode ser resumido em apenas uma frase: “as pessoas são ridículas apenas quando querem parecer ser o que não são, e saber o que não sabem”;
Saber administrar o tempo e as dificuldades: é preciso aprender a conviver com as dificuldades, sem entrar em desespero. E ter o tempo do seu lado e não como um inimigo é uma grande vantagem, frente ao que desconhece esta realidade;
Ter capacidade de argumentação: muitas vezes não adianta dizer, é necessário demonstrar o que se diz. E a boa argumentação se vale de provas absolutas, situadas no campo do conhecimento apresentado.
De tudo que foi mencionado neste artigo, o que deve ficar retido, é que o grande desafio do marketing pessoal, é interagir com a realidade de forma a não criar “ruído” entre o que o profissional é e o que ele aparenta ser. Não adianta andar com um cartaz dizendo que você é isso ou aquilo, é necessário ser!












