Branding X Vendas

Primeiramente, quero deixar claro que Marketing não é vendas. O trabalho de Marketing envolve pesquisa, interpretação de dados, pensamento mercadológico, estratégias, ações etc. Neste momento, irei fazer um conflito entre branding e vendas.

Muitas empresas tratam Marketing com uma ferramenta utilizada para salvar, alavancar, impulsionar ou até mesmo manter as vendas de uma empresa. De fato, o Marketing sempre tem um objetivo comercial, entretanto, antes disso, deve-se ter uma empresa com estrutura consolidada para que o profissional de Marketing consiga alcançar os objetivos propostos e satisfazer a vontade do empresário/diretor. Por isso, torna-se vital o processo de Branding de marca junto ao mercado.

O processo de Branding de uma empresa consiste, desde atributos verbais e visuais, até ao trabalho de construção e gerenciamento da marca.

Deve-se ter consciência de que a sua companhia, antes mesmo de, por exemplo, vender  pneus, é uma marca que deve ser construida e gerenciada de maneira correta para que não afete o desempenho do seu produto/serviço. Pode-se ter o melhor pneu do mercado, contudo, se o público-alvo não souber ou ter uma concepção negativa da marca, a empresa nunca irá prosperar.

O primeiro processo de Branding (definição de nome, logotipo, slogan e identidade visual) é básico. Estes atributos são o pontapé inicial da sua empresa no mercado. Apesar de básicos, não devem ser feitos por profissionais desqualificados, pois se os simples não forem desenvolvidos corretamente, os complicados jamais serão.

O segundo processo é, justamente, a fase de construção e gerenciamento da marca no cenário mercadológico. Trata-se da visão que o mercado e o público-alvo terão da empresa (stakeholders). E para que está tal visão seja positiva, é necessário que o relacionamento com aqueles que possuem interesse (tradução Stake + Holder) seja ativo e agregador.

Este segundo processo de Branding  deve ser gerenciado por um profissional de Marketing,  e se possível, com o auxílio de outros profissionais, como Relações Públicas, Assessores de Imprensa, Administradores, Jornalistas, Publicitários, Designers Gráficos etc, e potencializados com o apoio do Networking.

Todo empresário/diretor deve ter claro na sua cabeça a importância do Branding para as organizações que querem prosperar em um mercado onde, na sua maioria, conta com concorrência intensa e qualificada. Não adianta cobrar apenas aumento de vendas; É preciso ter estrutura e organização suficiente para que o aumento  aconteça naturalmente.

O crescimento da web está sendo benéfico para muitas pessoas. Nem só para as empresas que investem nesse novo mercado, mas para a leva de profissionais que está vindo por ai. E não são poucos.

Não é de hoje que o curso de publicidade e propaganda é um dos mais buscados na USP, o que serve de parâmetro para nós do mercado. Tem muita gente querendo vir para o mercado de publicidade, mas será que damos conta dessa nova leva? Espero que sim. Claro que há a ordem natural das coisas, como pessoas que se aposentam ou largam tudo para viver no interior (velho sonho de publicitário), mas o número de pessoas que sai do mercado é muito menor dos formandos de cada ano, ou seja, dos que entram.

Estamos vendo cada vez mais o movimento de pessoas saindo de agências e montando suas próprias agências. Esse movimento não é novo, acontece desde que surgiu a 1ª agência de propaganda no mundo, mas hoje tenho visto ocorrer mais do que nunca, e de empresas especializadas o que é bom para o mercado. Isso abre espaço para esses novos “entrantes” no mercado, mas assim como disse no parágrafo acima, mesmo assim, não há espaço para toda essa mão de obra. Mas como resolver isso? Internet é a resposta!

Quando eu comecei na propaganda, em 2001, como 99% das pessoas que entram no curso (até hoje) eu queria ser um criativo. Como sempre escrevi bem, eu queria ser redator. Tentei ser Diretor de arte, mas sem o menor talento. Redação eu me dava muito melhor. Passei por várias áreas até me apaixonar por planejamento e cá estou até hoje. Fui mídia, tráfego, atendimento, produção e até atuei como produtor de TV. Esse era o leque que eu conhecia. Um dia me apresentaram a uma pessoa em uma agência e ela disse ser “arquiteta de informação”.

Para mim, arquiteto era aquela pessoa que planejava casas e era uma profissão que um dia eu quis ter. Mas não, a web trouxe uma gama de novas especialidades para a construção de projetos digitais, que vão além do site e com isso abriu um leque de opções enorme para novos especialistas. Leque esse que as faculdades ainda não enxergaram e por isso há poucos profissionais qualificados. Os que estão se saindo melhor, são aqueles que estão em cursos de pós graduação em marketing digital, como o da FIT onde dou aula.

Mesmo atuando há 9 anos no mercado de web, ainda hoje eu me surpreendo com essas novas profissões. Não quero de maneira nenhuma falar mal aqui de nenhuma delas, muito pelo o contrário, pois tenho visto como esse pessoal tem feito a diferença em projetos digitais. Quanto mais especialistas, melhor!

Além do arquiteto de informação, tenho visto nas agências o “flashmaker”, “interface”, “motion designer”, “especialista em .Net”,”redator de links patrocinados”, “especialista em SEO”, “especialista em SEM”, “programadores front e back end”, “gerente de projetos”, “analista de projetos”, “gerentes, analistas, coordenadores de e-commerce”, “implementador de Java”, “analista de mídias sociais”, “gerente de comunidade virtual”; isso sem contar com as adaptações do offline para o online, como no meu caso, planner digital, mas também já fui mídia online. Há o diretor de arte online, webwriting – que é o redator para internet, diretor de operações para o digital, atendimento, produção, tráfego. Até redator para Redes Sociais tem ganho importância por ser um cargo específico e com poucos profissionais capazes de fazer o Twitter vender mais Coca-Cola!

Em resumo, se você está no período de pensar em qual faculdade fará ou se já optou e está fazendo publicidade e propaganda, vai aqui uma dica: foque no digital, afinal, como você viu acima, a quantidade de novas profissões é enorme e você vai acabar vendo que o tempo que você passa na frente do computador não será inútil e sim, a sua profissão e que você pode ser um sucesso. Só depende de você se encaixar em uma dessas novas profissões e se dedicar muito.

E ai, vai encarar qual?

Qual a importância de se repensar a comunicação existente e a partir daí, começar a pensar num futuro bem próximo e cheio de oportunidades?

Nos dias 9 e 10 de maio, acontecerá em São Paulo o CILIC – Congresso Internacional para Líderes da Comunicação. Com o tema “Marca Brasil e os desafios da realidade”, o Congresso visa refletir sob a ótica de grandes pesquisadores, como está a comunicação atual e qual o papel do Brasil nesse contexto.

O Brasil está realmente preparado para acontecimentos como a Copa 2014, Olimpíadas 2016, nova sociedade, as novas tecnologias, as mídias sociais, e outros? É hora de pensar sobre isso!

Abaixo, Josafá Vilarouca, presidente do CILIC nos deixa mais informações sobre a importância do evento e quais os impactos que ele pode causar na sociedade brasileira a partir dos líderes de Comunicação de todo o país.

Nunca o futebol mundial esteve tão agitado quanto no final desta temporada. A série de clássicos entre Real Madrid e Barcelona tem deixado os fãs de futebol vidrados a cada partida.

O primeiro confronto terminou empatado em 1×1 no Santiago Bernabéu. O segundo, final da Copa do Rei, o Real Madrid se sagrou campeão vencendo por 1×0, título que não vencia desde a temporada 92/93. Agora, a vaga na final do campeonato mais importante do mundo, a Champions League, será colocada à prova entre as duas equipes.

Mas a rivalidade não fica somente em campo, como mostram diversos relatórios com números extra-campo. Vou apresentar com números a rivalidade que vai além do campo:

Marketing: Dados levantados pela empresa de consultoria esportiva BDO RCS, o Real Madrid através de suas ações e patrocínios, gerou 145 milhões de euros em 2010, já o Barcelona 121 milhões de euros. Para as próximas temporadas, a disputa deve aumentar, já que o clube catalão pela primeira vez em sua história fechou patrocínio para sua camisa.

Direitos de Tv: Na temporada 2009/2010, a Liga Espanhola atingiu 602 milhões de euros com TV. Sozinhos, Real Madrid e Barça somaram 280 milhões deste total. Pela igualdade exigida em contrato, foram 140 milhões de euros para cada um.

Licenciamento
: Pesquisa realizada pela SPORT + MARKT, mostrou que a liga espanhola é a que mais arrecada em merchandising e licenciamento. Ao todo, foram 190 milhões de euros conseguidos em licenciamento. Real Madrid foi o que mais arrecadou na Europa, seguido pelo rival Barcelona.

Salários: A Sporting Intelligence fez um levantamento sobre os melhores salários do esporte mundial. Ambos clubes espanhois são os que melhor pagam seus atletas. Desta vez, o Barcelona leva vantagem em relação ao rival. Em 2010, o clube catalão pagou, em média, 7.9 milhões de dólares a cada jogador, enquanto o Real Madrid, 7.4 milhões.

Receitas: O Real Madrid liderou o ranking europeu de receitas na temporada 2009/2010.  O clube alcançou a marca de 438.6 milhões de euros, 37 milhões a mais que o ano anterior. O Barça é o segundo da lista, gerando 398 milhões de euros.

Valor de mercado: A revista Forbes divulgou recentemente o ranking das equipes mais valiosas do mundo. O Real aparece em segundo no ranking, perdendo apenas para o Manchester United, com valor 1.4 bilhão de dólares, valorizado em 10% em relação a última temporada. O Barcelona caiu para quinto lugar do ranking, desvalorizado em 2%, valendo 975 milhões de dólares.

A gestão dentro das empresas, apesar das mudanças e de novos papéis que vão surgindo com o evoluir das coisas, ainda tem padrões que se pode chamar de tradicionais: diretores e gerentes administrativos, financeiros, comerciais e de produção. Mas novas necessidades vão surgindo e as empresas precisam estar prontas para abrir os olhos aos novos profissionais que vão se formando. Já é possível, em alguns lugares, atentar para o emprego de pessoas, por exemplo, exclusivamente responsáveis por cuidar do posicionamento da empresa na internet: os especialistas em inteligência digital; resposáveis pelo levantamento de dados, atualização blogs e redes sociais da empresa. Porém isso não é o bastante, é preciso também que a “casa esteja arrumada” e que o processo de produção tenha o máximo de fluidez possível.

Atualmente, em grande parte das instituições o designer tem o papel de “criativo”.  A pessoa que faz as coisas “bonitinhas” e dá uma imagem “legal” para a empresa diante do mercado -visto também por muitos como “o fulano do photoshop” e afins. No entanto, esse contexto de emergentes necessidades mercadológicas abre espaço para a inovação, e o designer é um profissional apto a trabalhar dentro dessa visão, em função de sua capacidade assimiladora de diversos conhecimentos. Com isso, é um profissional que tem bagagem suficiente para participar das tomadas de decisões e levar para os projetos de design conceitos que materializem as metas estratégicas da empresa.

O design hoje é, sem dúvidas, uma das disciplinas que mais estão aptas a fazer acontecer a inovação dentro de uma empresa. Mas porquê? Pela peculiar característica multidisciplinar do design, ou seja, o poder de englobar conhecimentos de outras áreas, fazendo com que conceitos não sejam apenas regras estéticas cuidadosamente trabalhadas. Falar sobre inovação em design desagua em um conceito já abordado aqui anteriormente, o design thinking.

Em entrevista para a sequência de publicação online INSIGHT, Roberto Yakuda, professor da Anhembi Morumbi, responde da seguinte forma a questão sobre a eficácia do design thinking como caminho para a inovação:

“Se é o mais eficaz eu não sei, mas ele é um bom caminho para a inovação enquanto ele encara o design como um processo de pensamento, e não como atividade de desenho, de produto formal, simplesmente. Para inovar é preciso pensar, pensar de modo diferente, então é um modo, um caminho bastante interessante.”

Com todo esse papo de inovação, então, qual o papel do gerente de design dentro de uma empresa? Pode parecer simples e óbvia, mas é a ele quem cabe propor e organizar as atividadades pertinentes ao design dentro da mesma. É um profissional que deve ter participação em todos os departamentos, pois seu trabalho está presente em diversos momentos da cadeia de produção e também está em todos os níveis da mesma. Além disso, essa presença pode estimular a criatividade e criar um ambiente propício à inovação em toda a instituição. Junto da função relacionada à organização interna, ele também é parte da equipe responsável pela qualidade do produto, aliado do profissional de marketing nas pesquisas de mercado e no desenvolvimento de planos estratégicos. É um papel profissional recente e que tende muito a crescer, porém ainda depende das empresas expandir seus horizontes e se abrir à essa nova visão de uma gestão de design dentro da instituição.

De acordo com a e-Bit, o e-commerce movimentou em 2009 cerca de R$ 10,6 bilhões. Isso já é mais que uma confirmação que os negócios online estão consolidados e são lucrativos mesmo em período de crise financeira. O grande problema – e já costumeiro quando se fala em mundo virtual – é que a grande maioria das empresas ainda não sabem como se posicionar e quais as ferramentas certas para o sucesso nos negócios digitais.

Um pouco de história: o “Bate papo sobre e-commerce” começou em Março de 2008 como uma rede social focada no desenvolvimento do comércio eletrônico brasileiro. O objetivo da rede é colaborar com a formação de empreendedores online. Trabalhando sempre de forma colaborativa, imparcial, transparente e responsável.”

Na edição de Março contamos com uma palestra técnica: “A Nota Fiscal Eletrônica e as mudanças nas corporações” com Rodrigo Serzedello, bacharel em análise de sistemas (Mackenzie), pós graduado em administração de empresas (Mackenzie), professor de SPED pela IOB Soluções e Senac, além de proprietário da Megalos Ideas, uma das empresas pioneiras em serviços de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e desde 2006 tornou-se especialista em SPED, prestando serviços para todo o Brasil.

Na próxima quarta-feira, fará 10 anos que a bolsa americana Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia, alcançou a maior pontuação de sua história, e para falar sobre o que restou da bolha da internet e como ficou mais difícil ganhar dinheiro depois dela, teremos a presença ilustre do querido Aleksandar Mandic, pioneiro na internet ao lançar a primeira Bulletin Board System (BBS) brasileira que batizou com seu nome, Mandic.

Após as palestras, na parte mais divertida do evento, serão montados grupos na platéia onde todos irão discutir, de forma colaborativa, como melhorar seus projetos. Quem precisar de ajuda para iniciar ou aperfeiçoar seu negócio na internet, será a figura principal do dia e sairá dali carregado de dicas, idéias e vontade de inovar.

Programação:
14h00 Boas vindas – Lígia Dutra [@UpaLupa]
14h15 “A Nota Fiscal Eletrônica e as mudanças nas corporações” – Rodrigo Serzedello
15h00 Pausa
15h15 “O que restou da bolha da internet e como ficou mais difícil ganhar dinheiro depois dela” – Aleksandar Mandi
16h00 Grupos de Bate Papo
17h00 Happy Hour

Entrada: 1kg de alimento não perecível
Link de inscrição:
https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dGJkYXRaaV96T2lYX3pWazBJbWpBd1E6MA

Idealização: Lígia Dutra, administradora, editora do blog UpaLupa, gestora da presença online da nkstore, evangelizadora e representante do byMK (rede social brasileira de moda e estilo), colaboradora do Podmak (podcast voltado ao mercado de marketing digital), professora da ESPM no curso “Passo a passo da inovação no comércio eletrônico”.

Brasil é campeão de uso de sites de relacionamento, diz pesquisa Página do Facebook.

O Brasil é o país com o maior número de internautas usando sites de relacionamento, segundo pesquisa divulgada pela Nielsen na segunda-feira. Hoje 80% dos brasileiros que navegam na internet estão ligados aos sites que a empresa de pesquisas chama de “comunidades de membros”, que incluem blogs e redes de relacionamento como o Orkut e o Facebook. Os internautas brasileiros também são o que passam mais tempo neste tipo de site – quase um a cada quatro minutos de navegação na internet. No ranking apresentado pela Nielsen, empresa que oferece serviços de mensuração e análise de dados de navegação na internet, o Brasil é seguido por Espanha (onde 75% dos internautas usam redes de relacionamento), Itália (73%) e Japão (70%).

O estudo revela ainda que as “comunidades de membros” são hoje mais populares do que o e-mail, com 66,8% de alcance global, e figuram no quarto lugar entre os recursos mais utilizados na internet. As ferramentas de busca ainda são a atividade mais procurada, sendo usadas por 85,9% dos internautas mundiais. A seguir estão os portais e comunidades de interesse geral, com 85,2% de penetração, e os sites de fabricantes de softwares, com 73,4%. Segundo a Nielsen, o site Facebook é o líder das redes de relacionamento no mundo, com 108,3 milhões de usuários únicos – mais do que o dobro do que tinha em 2007. O país que ele faz mais sucesso é a Grã-Bretanha, onde é usado por 47% dos internautas. No Brasil, entretanto, apenas 2% dos internautas visitam o Facebook, enquanto o Orkut atinge 70% deles – a maior audiência doméstica conseguida por um site de relacionamento. O estudo da Nielsen analisou dados de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Austrália e Japão, além do Brasil.

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