O uso do celular no Brasil

192 milhões de brasileiros X 224 milhões de celulares. Não sei quanto a você, mas eu fiquei impressionado com esses números.

Antes de julgar analisar um número, gosto sempre de interpretá-lo. Na minha opinião, um número solto é apenas um número solto. Como profissional de comunicação, marketing e um estudioso do comportamento humano nas mídias e redes sociais, toda e qualquer pesquisa é sempre bem-vinda.

Após a leitura e análise do gráfico abaixo, gostaria de fazer 3 considerações:

  1. Vejo uma tremenda OPORTUNIDADE de mercado. Oportunidade de construir novos negócios, aproximação com o cliente direto, produção de conteúdo através da tecnologia móvel, ações de marketing online integradas com ações OFF. Isso sem falar no potencial uso de forma criativa do QR code;
  2. A internet móvel no Brasil ainda é muito ruim e precisamos melhorar muito. Teremos eventos de grande porte nos próximos anos e, sem dúvidas, será uma prova de fogo para as operadoras;
  3. Por último, destaco o RELACIONAMENTO/ATENDIMENTO que é oferecido por essas empresas. Refiro-me ao mau atendimento. Já tive diversas experiências negativas;
PS: Sinta-se à vontade para fazer novas considerações e compartilhar conosco via twitter ou facebook.

 

Infográfico: celulares no Brasil

Infográfico: O uso do celular no Brasil | Extra.com.br.

Com o ano de 2010 fechando com mais de 202 milhões de aparelhos celulares habilitados no país, as marcas que ainda não abriram os olhos para esse potencial estão fadas a ficar cada dia mais para trás enquanto outras marcas nadam de braçadas nesse cenário.

Experimente um dia sair de casa sem seu celular e veja o quanto você é dependente dele. Parece até que se sairmos sem o aparelho nossa necessidade de falar com alguém aumenta em dez vezes!

Em dezembro de 2010, pela primeira vez o pais teve mais celulares ativos do que a população, na casa dos 193 milhões de pessoas. Dificilmente veremos a população maior que celulares novamente. Graças a esse fato que muitas marcas começam a mirar nesse novo cenário de relacionamento com o consumidor. Até o M-commerce, ou comércio pelo mobile começa a despontar no Brasil como mais uma fonte de renda das marcas.

Mas apenas o fato de termos mais de 200 milhões de celulares ativos já credencia qualquer marca a entrar nesse mercado? Sim, credencia, mas vamos com calma nesse assunto, pois para uma marca entrar nesse cenário é preciso saber entrar, ou vai gastar dinheiro à toa.

O primeiro passo a entender, parece óbvio, mas é esquecido em algumas discussões é que a tela do celular é menor do que o monitor de um computador, logo, nem tudo o que está no site é preciso estar em sua versão mobile. A conexão via mobile é mais lenta que do PC, logo, mobile sites com muita animação, fotos, vídeos demora mais para carregar e pode perder audiência por isso.

Entendido o primeiro passo, que é bem básico, vamos para uma parte mais complexa que passa pelo planejamento estratégico do projeto. Não queira fazer um mobile site por fazer, pois será investimento de tempo e dinheiro jogados no lixo. Pense na estrutura básica do planejamento: Objetivo, público-alvo, estratégia, tática e retorno.

Por que ter um mobile site? Respondido isso, você tem o objetivo definido. A partir disso as coisas começam a ficar mais claras. O público da marca tem interesse em acessar ao site pelo mobile? O site é bem acessado? Qual o perfil do público e a penetração de internet móvel nesse público? Essas questões ajudam a definir se seu publico vai ao menos acessar o site via celular; ajuda também a definir um pouco mais e ir além do público “ambos 25+ Classe ABC”.

Definiu o objetivo e o público, está na hora de entender como impactar. A plataforma é o mobile mas será que é preciso apenas uma ação no mobile ou as pessoas precisam ser impactadas de outras formas para conhecer o projeto? A estratégia é fundamental. Definido isso, definisse como fazer acontecer, a parte tática, que é efetivamente definir o escopo e mostrar como o mobile site vai ser, que áreas, que conteúdo, que interação, como será a atualização e o que se espera que o usuário faça.

O retorno para a marca é conseqüência de um planejamento muito bem desenhado, amarrado e com objetivos claros. A partir daí, é trabalhar, mensurar resultados e avaliar a performance do mobile site.

Começar esse texto dizendo que o iPhone revolucionou o mercado de celulares no Brasil, vai dar a impressão aos leitores de que esse texto é de 2007 que está sendo replicado. Essa afirmação é um fato! O iPhone realmente revolucionou a forma como as pessoas usam o celular, o que desejamos nos aparelhos, sem contar a experiência de uso fantástica que ele tem. Não é coincidência ele estar entre os produtos mais desejados do mundo.

Um comportamento básico dos brasileiros era a troca de aparelhos a cada 8 meses. A infinidade de modelos e fabricantes disponíveis e as promoções das operadoras ajudam nesse comportamento. Talvez, com o crescimento dos aplicativos, essa tendência de rápida troca de aparelho caia, pois você consegue manter o seu aparelho atualizado via aplicativos. Ou não.

Um dos motivos pelos quais o iPhone é revolucionário é exatamente seus aplicativos, eles permitem que seu iPhone se mantenha atual mesmo que você o tenha comprado em 2007, a versão 3G.

Depois vieram o 3Gs e o recente 4G, entretanto, dos mais de 250 mil aplicativos que a loja da Apple – a App Store – possui, a grande maioria serve para qualquer uma das versões. Hoje, existem milhares de desenvolvedores que criam aplicativos para o iPhone e ganham dinheiro com isso.

Uns criam gratuitamente, outros desenvolvem para empresas que optam por deixar o aplicativo de graça para o usuário ou cobrar por ele. A Apple fica com parte desse dinheiro, o que tem sido extremamente rentável para a marca. Recentemente ela lançou o iPad, que tem a capacidade de rodar os aplicativos do iPhone em sua plataforma. Mais um ponto para esse mercado que só tende a crescer.

A Nokia, maior fabricante de aparelhos do mundo, já percebeu que se não entrar nesse mercado, vai continuar perdendo vendas. Enquanto a Apple tem 250 mil, a Ovi Store, loja da Nokia, possui apenas 13 mil. Esse é um dos motivos pelos quais a Nokia tem perdido venda, mesmo sendo a marca que mais possui Smartphones (ao menos no Brasil). Aliás, essa é outra grande tendência: a troca de celulares pelos Smartphones. A Nokia oferece um enorme número de modelos, mas poucos aplicativos.

Não tenho pesquisa fundamentada sobre isso, mas acredito que aplicativos já começam a ser fator de decisão para a compra de um Smartphone.

Como mencionei acima, existem diversos desenvolvedores criando esses aplicativos. Hoje, se você entrar na App Store, tem aplicativo de tudo. Tem jogos, mapas, tem diversos veículos de comunicação trazendo notícias minuto a minuto, tem simuladores de instrumentos, aplicativos para localizar restaurantes e bancos ao seu redor, aplicativos de times de futebol, marcas entrando no m-commerce (vendas pelo mobile/celular), redes sociais como Facebook, LinkedIn, Twitter, rádios online… Enfim, há uma infinidade de aplicativos para todos os públicos, gostos e nichos. Bem ao estilo Long Tail.

As marcas começam a entrar nesse segmento para interagir com o consumidor através de conteúdos relevantes gerados para eles. Enfim, aplicativos não chegaram para ser algo passageiro. Vieram para ficar, estão crescendo, o usuário está buscando e as fabricantes apostando. Sua marca ficará fora dessa?

Um site, para gerar resultados, deve estar em 1º lugar no Google. Acredito, meus amigos leitores, que todos vocês já ouviram essa frase, e eu não estou aqui para criticar, afinal, ela é verdadeira. Em minhas palestras eu sempre apresento números que mostram que das 70 milhões de pessoas que acessam a web no Brasil (dados de Maio/2010) 92% usam buscadores, sendo que desses 95% usam o Google; dos que usam o Google, 90% não passa da 1ª página, ou seja, estar em 1º na busca é uma arma de impacto poderosa, mas nesse artigo quero ir além disso.

Para que um site traga resultado para uma marca, estar bem otimizado nos buscadores, e entendemos aqui o Google como principal veículo, é uma das táticas, mas não a única. Não se pode desprezar as Redes Sociais no país que mais é apaixonado pelas redes no planeta, o Brasil, claro. Não se pode esquecer, que a grande maioria das pessoas passa até 80% do seu tempo conectado em redes como Orkut, MSN, YouTube, Facebook ou Twitter e que somos o país líder ou vice-lider de acesso mundial a esses players.

“Entenda que a web é criada e gerenciada pelo USUÁRIO e que as marcas estão lá para falar de igual para igual”

 

Nasce um novo blog a cada 1 segundo no mundo e o Brasil já é um dos países que mais acessa blogs no planeta; o brasileiro é um povo apaixonado por games, principalmente os onlines, e agora, com a febre da convergência é possível acessar a web do Playstation 3 ou do Xbox, os vídeo games da moda no mundo todo que são muito vendidos no país.

Em um país com mais de 175 milhões de celulares ativos, para uma população de 192 milhões, desprezar ações de SMS, de sites voltados a web é um outro erro, dos 175 milhões, 14 milhões de aparelhos são Smartphones que enquanto a classe AB compra para acessar e-mails a classe CD compra para ver TV no ônibus, e pro falar m vendas, em média em 2009 1 a cada 1 brasileiro que comprou pela web, comprou um livro; foram 17 milhões, mas compraram também geladeiras, fogão, carros, apartamentos, viagens, passagens aéreas, impressoras, celulares, PCs. Vendeu-se mais PCs do que TVs em 2008, 2009 e acredito que mesmo com a Copa, 2010 tenha o mesmo cenário. E não acredito que isso mude.

Mas onde as pessoas jogaram, pesquisaram, compraram, leram uma notícia, se relacionaram em uma rede? Em sites referências! Quando se vai pesquisar um preço você vai no Buscapé e acaba comprando no Submarino.com; quando você vai ler uma notícia vai no UOL ou Terra, quando vai pesquisar sobre tecnologia vai no Gizmodo; esses sites estão entre os mais acessados em suas áreas, são bem comentados pela rede e isso faz com que o Page Rank do Google entenda que se tratam de sites relevantes em suas áreas, por isso “merecem” ser melhor colocados; nesse momento, entra a estratégia de otimização para complementar tudo o que é feito para o site ser referência e aí sim ser um dos primeiros no Google.

Entretanto, como eu disse, ser o 1º no Google nem sempre é o suficiente, pois quando o site é referência ele automaticamente será 1º não apenas no Google, mas será o mais buscado no Twitter, terá a maior comunidade no Orkut e Facebook, mais vídeos no YouTube e com isso, será também, o mais comentado na Rede, gerando indicação das pessoas para pessoas, logo, atraindo mais visitas ao site, sendo mais visitado, mais um motivo para o Page Rank entender que o site é referência, é relevante e por isso precisa estar melhor posicionado do que os outros.

A marca do site é outro fator importante para que ele seja uma referência. A sua construção no ambiente digital deve ser feita. Não é porque a Coca-Cola tem uma marca forte no mundo, que na web ela tem que deixar de lado seu trabalho, pois a força da marca migra para a web, muito pelo o contrário, na web qualquer marca tem muitos concorrentes, as vezes, concorrentes que nem tem no mundo físico. A Casas Bahia por exemplo, além de ver o crescimento da Insinuante e Ricardo Eletro no mundo das lojas físicas, tem na web Submarino e Americanas.com como grandes concorrentes, isso sem falar da concorrência das Casas Bahia com Lojas Cem por exemplo (citaria o Ponto Frio, mas agora é tudo do mesmo grupo).

Para nós, planners, temos sempre que pensar o seguinte. Antes de uma estratégia – necessária – de otimização de um site no Google, temos que fazer essa marca ser referência do segmento. Ser referência não é fácil, é um trabalho de longo prazo, mas quando se atinge esse objetivo, as outras ações ficam teóricamente mais fáceis de trazer retorno.

E qual a melhor forma de ser uma referência no segmento? Conteúdo relevante, bom atendimento, ouvir e responder de forma one-to-one ao usuário, trabalhar bem as redes, monitorar o que se fala da marca e responder imediatamente. Entender que a web é criada e gerenciada pelo usuário e que as marcas estão lá para falar de igual para igual.

A partir daí, entendendo tudo isso e fazendo um trabalho de qualidade, as marcas podem começar o processo de serem referências no mercado digital, mas corram, pois há muita gente já fazendo isso!

Como pensar redes sociais, sem ser na internet, mas a favor dos negócios? O termo “rede social” ficou famoso com a popularização de sites de relacionamento da web 2.0, como Orkut e Facebook. No entanto, este conceito já existia bem antes de ser utilizado com esta conotação dada pela Internet. As redes sociais emergem de processos culturais e políticos, e, por isso, manifestam um desejo coletivo de inovação como um padrão organizacional capaz de expressar, em seu arranjo de relações, nascidas da vontade de resolver problemas atuais, coletivos e/ou individuais.

Cada rede social, por sua vez, possui uma configuração particular que  depende: do ambiente onde esta se forma e atua; da cultura política de seus membros; e, em especial, da cultura política dos facilitadores e dos objetivos compartilhados.

Um fato que merece destaque é que independentemente do local onde essas redes possam se originar, elas devem apresentam algumas características em comum, tais como: objetivos compartilhados que foram construídos coletivamente; algum dinamismo e intencionalidade por parte dos envolvidos em sua construção; apresentar alguma produção, reedição e circulação de informação; desconcentração do poder; multi-iniciativas; ambiente fértil para parcerias, oportunidade para relações multilaterais; configuração dinâmica e mutante.

Dessa maneira, as redes sociais podem ser analisadas a partir de outros serviços fora da internet, como por exemplo a telefonia celular. A MarketData, uma empresa especializada em serviços de marketing a partir de informações de bancos de dados, propõe uma nova metodologia para orientar as operadoras celulares em suas ações de prevenção ao churn (termo usado para descrever a rotatividade da clientela de serviços de uma empresa): a análise de dados de tráfego de voz e de mensagens de texto sob a ótica de redes sociais.

Estudando os clientes de uma operadora móvel é possível identificar redes de amigos, pelo volume e pela frequência de ligações entre as pessoas. A partir dessas informações, é possível também visualizar quais usuários têm maior poder de influência sobre outros, inclusive de operadoras concorrentes. Após analisar os arquivos de uma operadora brasileira durante três meses, a MarketData chegou à seguinte conclusão: quem se comunica mais tem mais chance de levar outras pessoas a deixarem a operadora quando cancela sua linha.

Outra conclusão da análise, obtida a partir do cruzamento com dados cadastrais: quando a idade dos clientes é a mesma, maior é a influência entre eles. A maioria das operadoras móveis hoje em dia concentra seus esforços de retenção de clientes naqueles com maior receita. Entretanto, nem sempre esses clientes são os maiores “influenciadores”.

Esta metodologia proposta pela MarketData permite à operadora identificar o grupo de clientes com maior poder de influência sobre os demais em sua base.

Este é apenas um exemplo de um segmento que pode se beneficiar com a utilização da lógica das redes sociais para os negócios. Visto que o quando uma rede social se forma, ela pressupõe a participação de pessoas com afinidades em relação a determinado assunto, e que compartilham determinado tipo de comportamento. A identificação destes aspectos por parte das empresas permite um melhor entendimento sobre as necessidades, referências e comportamento dos seus consumidores.

Cabe aqui um exercício para todos os profissionais de marketing: Como utilizar a lógica das redes sociais no ambiente offline?

Podemos observar, de forma crescente, a utilização por parte de algumas empresas, de um recurso que até bem pouco tempo (e talvez até hoje!) era motivo de muito receio e incredulidade por parte dos empresários, no que tange a seus resultados efetivos sobre os investimentos.

Trata-se do Mobile Marketing, uma interessante maneira de marketing direto, entretenimento, construção de diálogos ou interação para alcançar o consumidor. É o termo usado para campanhas de marketing para dispositivos móveis, como telefones celulares e hand helds / PDA e BlackBerry.

Proporciona ações personalizadas e direcionadas, interativas e em tempo real. Apresenta incontáveis possibilidades de uso comercial, que vão desde o envio de mensagens de texto com promoções ou serviços, até a veiculação de fotografias de produtos e vinhetas corporativas. Os formatos mais conhecidos são o envio de SMS (Short Message Service) e MMS (Multimedia Messaging Service) e Bluetooth.

O canal de telefonia móvel é um canal interativo de múltiplas formas, inter-operável e em rede, composto de várias tecnologias de serviços de entrega para fazer propaganda para um indivíduo como também para “entregar” comunicação individual, personalizada, informação, produtos e serviços de entretenimento.

O que distingue a telefonia móvel como mídia de marketing dos outros canais tradicionais como TV, rádio, e jornais é que ele é pessoal, interativo, temporal, e independente de localização. A mídia permite ao remetente receber a confirmação de quantas mensagens foram lidas e quantas foram apagadas, agrega noções de valor por parte do consumidor, tem alto índice de leitura, é uma comunicação não invasiva, o custo é acessível e aplicável a todos os setores de atividades, principalmente para as empresas que precisam encaminhar informações para grupos de pessoas que não estão à frente do computador.

No Mobile Marketing não é preciso olhar nenhum papel, ligar o computador ou folhear uma revista. Apenas olhar na tela do celular. Além disso, através de sistemas LBS (Location Based Services), é possível enviar uma mensagem ao usuário sabendo sua localização com margem de erro de 3 metros, geralmente. Isso permite fazer uma oferta a determinado consumidor que está próximo do local de promoção, aumentando significativamente as chances de ação imediata do consumidor.

Mas o que leva algumas empresas como Bradesco, Branco do Brasil e tantas outras a aderir a este tipo de estratégia? Talvez algumas respostas possam ser encontradas ao analisarmos o cenário do Mobile Marketing no Brasil, conforme dados do MMA (Mobile Marketing Association). Quem quiser a pesquisa na íntegra pode acessar: http://mmaglobal.com/files/MOBILE_MARKETING_BRASIL.pdf

- 57% da população brasileira que possui celular, utilizam-no para enviar e receber mensagens de texto;
- 41% dos usuários possuem celular com acesso a internet;
- Houve forte aumento da utilização do celular como fonte de entretenimento. O consumo de vídeos e músicas aumentou 109%, o envio e recebimento de MMS aumentou 60%, e acesso a internet móvel 20%;
- O SMS já pode ser utilizado para campanhas de massa 82,5 milhões de pessoas já o utilizam. E a internet móvel segue crescendo com boa penetração entre os usuários;
- Os planos pós-pagos estão concentrados nas classes AB. Mas ao contrário do que se pensa, a classe C consome SMS e utiliza a internet móvel.

Para complementar alguns dados desta pesquisa, gostaria de citar um recente resultado divulgado pelo IBOPE, de que o acesso à internet cresceu 10% entre 2008 e 2009. Ou seja, o índice de brasileiros conectados saiu de 49% para 54%, respectivamente. Segundo o estudo, esse movimento representa mais de 25 milhões de pessoas que costumam conectar-se à rede no País, ainda que de vez em quando.

Outro destaque do estudo é a maneira como os brasileiros se conectam quando não o fazem pelo computador. De acordo com o trabalho do Ibope Mídia, 66% navegam pela internet pelo celular, 21% recorrem a smartphones com tecnologia 3G, 9% usam aparelhos de mão, como palm tops, e 3% acionam a web por meio de smartphones sem tecnologia 3G. Além disso, dentro do grupo que se conecta por esses equipamentos, 25% acessam a internet diariamente.

Na atual condição de retração financeira e corte de custos que podemos presenciar o que vale mesmo é ter serviços eficientes, que gastem menos e gerem resultados. É neste contexto que se encaixa a nova moda de se fazer marketing via celular, o chamado Mobile Marketing. É claro que isso merece um estudo mais aprofundado e boas estratégias, afinal não basta enviar um torpedo para qualquer base de dados comprada e esperar o resultado vir. Pois provavelmente não ocorrerá isso!

Penso que um bom direcionamento é sempre o bom senso, ou seja, as empresas devem enviar para seu cliente conteúdo e serviços relevantes e que façam a diferença para ele, do contrário, na melhor das hipóteses, será mais um “lixo” a ser descartado e ignorado pelo cliente.

Só para ilustrar, vou citar o caso do Bradesco que tem um aplicativo para iPhone, intitulado Dia & Noite, o aplicativo permite ao usuário acessar sua conta, localizar agências e caixas eletrônicos.

Bradesco aplicativo iPhoneA localização das agências pode ser realizada pela busca de agências Bradesco ou Prime que estejam mais próximas a minha localização no momento da busca ou a partir do informe de um endereço específico. Assim é apresentada ao usuário uma lista de agências (por ordem de proximidade) que permite ao usuário contatá-la por e-mail e click-to-call. O usuário pode localizá-la no mapa ou traçar uma rota até ela. A localização dos caixas eletrônicos Dia & Noite é feita da mesma forma. Além disso, na área “Outros Serviços” o usuário pode visualizar o filme da campanha Presença, ter acesso a dados e números do banco, consultar índices financeiros, cotações, e ordens de pagamentos. Ainda nesta área do aplicativo, o usuário tem acesso a telefones úteis e é direcionado ao site do banco.

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