A convite do Melhor do Marketing, o Mestrando em Marketing e CEO da Agência Mentes Digitais, André Telles, fala da importância do uso do LinkedIn, uma espécie de currículo online e sobre como milhares de brasileiros já utilizam a “rede social” para se conectar, fazer negócios e aumentar a sua rede de contatos e networking.
Além disso, Telles dá dicas importantes no uso correto da ferramenta, como a integração com o seu blog.
Por André Telles.
O LinkedIn lançado em maio de 2003, é um site que busca a criação de redes sociais voltadas aos negócios. Ele é muito diferente dos sites de relacionamento pessoal, como Orkut, Facebook e MySpace, voltados ao público em geral. Ele está focado em profissionais e seu desejo de construir uma rede de contatos profissional que de fato possa ser utilizada nos negócios.
Ele pode ser utilizado quando o perfil do seu público-alvo for adequado aos membros do LinkedIn, como é o caso de empresas de recursos humanos, de ensino, de negócios ou focadas no B2B (“business-to-business”), Excelente mídia social para ser utilizada no desenvolvimento de networking profissional ou de sua empresa, contribuindo para a localização de novos colaboradores, parceiros e clientes.
Na Europa já rompeu a barreira dos 11 milhões de membros, no mundo todo mais de 45 milhões de usuários continuam voltando ao LinkedIn porque recebem benefícios reais e compartilham conhecimentos com outros profissionais.
O LinkedIn tem lucrado nos últimos dois anos, com um modelo sólido de receita dividido em três correntes: propaganda, assinaturas Premium e soluções corporativas. Com seu foco de negócios, o LinkedIn, tem seu usuário com uma idade média de 44 anos.
As pessoas percebem a importância de uma boa reputação profissional, resultando em mais membros se inscrevendo e interagindo. A maioria dos usuários é dos Estados Unidos, mas está se tornando cada vez mais popular na América Latina, especialmente entre gerentes e executivos de empresas e governos. Muitos usuários encontram melhores empregos depois de entrar para essa rede, mas ela também ajuda a manter contato com os colegas de qualquer lugar do mundo. A ferramenta pode ser usada para manter o currículo online, visto que é uma maneira de “estar visível”, porque o link gerado por cada usuário pode ser usado como um website.
Pegando carona no Twitter, o Linkedin possue um botão para seguir empresas. Tal ferramenta possibilita acompanhar a atividade das empresas na rede através de alertas em tempo real sobre atualizações em seus perfis. O objetivo é manter os usuários mais próximos de informações sobre oportunidades de negócio e emprego, mudanças organizacionais, lançamentos de produtos.
Através desse infográfico, você fica sabendo de toda atuação do LinkedIn e alguns outros números.
#dica #LinkedIn:
Sua conta Linkedln pode incluir posts recentes de seu blog, bem como as apresentações que você carregou no SlideShare. Outras dicas importantes são:
- Personalize a sua URL. Informações do seu perfil podem ser indexadas pelos motores de busca. Perfis do LinkedIn tem posições altas no Google. Em vez de usar a URL padrão, considere personalizar o seu com o nome de sua empresa. Se você for uma pequena empresa que não é bem conhecida, considere o uso de uma palavra-chave grande;
- Inclua uma foto. Uma imagem ajuda você a recordar das pessoas quando você se encontrar face a face e as pessoas com fotos são mais prováveis de serem contatadas;
- Certifique-se que a sua entrada não contém erros de ortografia ou outros erros;
- Use “status de visibilidade”, versão interna do LinkedIn Twitter para manter suas conexões atuais sobre o que é importante para você hoje. Baseado no que você está fazendo, eles podem chegar para ajudá-lo;
- Use o resumo para mostrar que você está qualificado para fazer o que você quer fazer, use “experiência” área de apoio ao sumário;
- Toque na área de “Especialidades” para digitar as palavras-chave associadas com as pessoas que você deseja atrair. Estas são iscas e você quer que os membros do LinkedIn procurem por essas palavras-chave para encontrá-lo;
- Vá em frente e dê ao seu perfil maior visibilidade. Use a sua URL personalizada LinkedIn quando você deixar comentários sobre negócios ou em blogs específicos da indústria;
- Otimize os rótulos. Adicione o seu site, blog e outras URLs relevantes para o seu perfil. LinkedIn permite até três;
- Promova o seu blog. LinkedIn permite que você sincronize o seu blog com o seu perfil do LinkedIn.
Ficou interessado nessas dicas? ficou alguma dúvida? deixe seu comentário ou dicas e cases de empresas que utilizam o LinkedIn no dia a dia.
Outros exemplos de redes sociais usadas para profissionais são: Plaxo, Via6, Glassdoor e Alludere. #ficadica
Para complementar a informação do Telles, deixo a dica da rede social empreendemia na qual O Melhor do Marketing também faz parte.
Em outubro acontece o Circuito de Marketing e André Telles é um dos nossos convidados para trazer ao Espírito Santo todas as novidades sobre o mercado de Marketing Digital. Além disso, dentro de algumas semanas o Publicitário lança o seu 3º livro: “A revolução das mídias sociais”. Quem sabe não rola o sorteio de alguns exemplares por aqui.
Muitas pessoas não sabem o motivo de alguns profissionais conseguirem certas façanhas nos negócios, aparentemente, fazendo menos esforço do que outros. Quem já não ouviu frases do tipo: porque fulano de tal, sendo menos preparado, menos hábil, menos esforçado e experiente, galgou sucesso pessoal ou profissional maior do que o nosso?
Todos nós sabemos que nem todos têm as mesmas competências e habilidades, e que todos possuem alguma habilidade. O fato é que, por diversos fatores, nem sempre essas competências são facilmente reconhecíveis. Elas ficam encobertas. E quem consegue demonstrar facilmente estas habilidades ganha a disputa.
Poderíamos chamar isso de sorte? Penso que sempre é bom poder contar com ela, mas nos negócios, como em nosso dia-a-dia, isso pode ser reflexo de um bom marketing pessoal. E nesta área, o menor detalhe faz toda a diferença (aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, etc) e pode determinar o sucesso ou o fracasso de um profissional em determinada “empreitada”.
O marketing pessoal não pode ser confundido com instrumento negativo, que visa manipular e enganar as pessoas ao passar uma imagem falsa da realidade. Pelo contrário. O marketing pessoal baseia-se em interagir com a realidade! Ou dito de outra forma: é uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade às características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E isso tem que ter fundamento no real, e não no ilusório. Não dá para manter um personagem todo o tempo.
Poderíamos dizer que as pessoas que agem com mentalidade de marketing são bem-sucedidas. Portanto, o desafio que se coloca, inicialmente, é o de pensar de maneira mercadológica. E para isso, citaremos alguns conceitos e valores que se usados de forma sistemática, podem contribuir para maximizar o marketing pessoal do profissional:
Autoconhecimento: Permite que a pessoa defina os seus limites, tome consciência de seus potenciais, possa partir para definir seu modelo de vida. O autoconhecimento é a pedra sobre a qual se constrói a identidade, e esta é a marca de diferenciação de uma pessoa;
Definir metas e objetivos: é importante escolher uma trajetória de ação e, dentro dela, selecionar alternativas diferenciadas;
Guiar-se por conjunto de valores: Os valores são a base do caráter da pessoa, e isto fará com que a ela seja reconhecida pelos valores que cultiva;
Composição da apresentação pessoal: basicamente consiste em ajustar a identidade e a imagem da pessoa. O profissional precisa adaptar-se aos tempos e aos ambientes;
Aperfeiçoar a comunicação: abrange um conjunto de ações relacionadas à melhoria do discurso e a forma de comunicar-se. É importante também, estar por dentro dos acontecimentos nos diversos campos do conhecimento;
Ampliar faixa de relações: é preciso quebrar o círculo de amigos e vizinhos, ampliando o circuito de conhecimentos com a incorporação de novas pessoas no jogo da interlocução. O ideal é que procurar se relacionar com pessoas que estão no chamado circuito da formação de opinião. Participar de eventos e reuniões sociais são fundamentais para isso.
Acumular e aproveitar melhor os conhecimentos: Não adianta ter uma gama de conhecimentos e não divulgar isso. Conhecimento não vale de nada se trancado a sete chaves;
Evitar o ridículo e excessos: isso pode ser resumido em apenas uma frase: “as pessoas são ridículas apenas quando querem parecer ser o que não são, e saber o que não sabem”;
Saber administrar o tempo e as dificuldades: é preciso aprender a conviver com as dificuldades, sem entrar em desespero. E ter o tempo do seu lado e não como um inimigo é uma grande vantagem, frente ao que desconhece esta realidade;
Ter capacidade de argumentação: muitas vezes não adianta dizer, é necessário demonstrar o que se diz. E a boa argumentação se vale de provas absolutas, situadas no campo do conhecimento apresentado.
De tudo que foi mencionado neste artigo, o que deve ficar retido, é que o grande desafio do marketing pessoal, é interagir com a realidade de forma a não criar “ruído” entre o que o profissional é e o que ele aparenta ser. Não adianta andar com um cartaz dizendo que você é isso ou aquilo, é necessário ser!
Quanto custa manter contato com outras pessoas a fim de ter acesso a oportunidades? Em um país onde o jeitinho brasileiro predomina, podemos dizer que a manutenção de bons relacionamentos pode ser muito útil às empresas e à seus gestores. Relacionar-se é o segredo!
Não falarei aqui do relacionamento entre empresa e cliente externo, e sim da rede de relacionamentos que cada empresário deve cultivar em sua trajetória profissional. E que de certa forma, poderá influenciar no sucesso da empresa.
Cabe aqui recordar que dificilmente as pessoas decidem e fazem escolhas de forma individualizada, fora de um contexto social. As pessoas, como as empresas, fazem parte de um sistema muito mais complexo do que elas mesmas. A maior parte de suas ações está inserida e sofrem influencia e influenciam o contexto em que estão.
A cada dia notamos que muitas empresas substituem estruturas organizacionais rígidas e burocráticas por estruturas participativas que incitam trabalhos em equipe e derrubam as fronteiras da organização. Há a cada vez a valorização dos relacionamentos, mas agora não só limitada à empresa, mas transcendendo-a. Os relacionamentos além das fronteiras da organização formam uma rede.
Essa perspectiva de rede analisa as organizações como inseridas em uma teia de relacionamentos que facilitam e restringem as ações, norteando os interesses e as habilidades de cada integrante da rede. As redes podem ser definidas como conjunto de indivíduos (ou organizações) independentes, que são “ligadas” por relacionamentos entre eles, com o objetivo de obter informações e recursos.
Nestas redes podemos identificar o que se denomina capital social, que de forma bem simples pode ser definido como o valor que uma pessoa, ou neste caso um gestor, adiciona através das pessoas inseridas na rede. O capital social é uma qualidade criada entre as pessoas, coletivamente. Exemplos de capital social citam-se: confiança, reputação, a soma de conhecimentos sobre determinado assunto, etc.
Podemos perceber a presença do capital social nos negócios, quando alguns indivíduos bem sucedidos não apresentam QI elevado ou mesmo quando não possuem anos de experiência naquilo que fazem. Na verdade muitos destes gestores bem sucedidos, que estão a frente de empresas que prosperam, apresentam habilidades de coordenar outras pessoas, de transmitir valor à rede que participa. Eles também são bem relacionados e utilizam quem eles conhecem para ter acesso a oportunidades valiosas que alavanca suas ações.
Através dos mais diversos contatos da rede, os gestores conseguem obter benefícios do conteúdo da informação. Isto significa que eles estão atentos a novas oportunidades e, ainda mais importante, eles têm acesso a informação mais cedo que seus pares. Eles são também pessoas indicadas a se tornarem parte em projetos e outras oportunidades. Em outras palavras, através do capital social que os gestores participam, eles são capazes de explorar o benefício de ser indicado por outros membros da rede. Eles também podem explorar benefícios de controle. Os gestores inseridos numa rica rede de relacionamentos têm a possibilidade de aprimorar e mostrar suas habilidades porque eles têm mais controle sobre a essência do trabalho e consequentemente afetam seus pares e subordinados. Todos os benefícios do capital social reforçam um ao outro a qualquer momento e se acumulam ao longo do tempo.
Gestores que tem como foco o relacionamento, e cultivam o capital social são capazes de identificar problemas e conflitos rapidamente e capazes de coordenar indivíduos a fim de obter soluções específicas.
Em síntese, relacionar-se é sempre um bom negócio!











