Promover um produto para aumentar suas vendas ou até mesmo para lançar em um novo mercado consumidor são tarefas cada vez mais difíceis no que tange acertar e planejar a estratégia de comunicação mercadológica correta, principalmente em um cenário de mídias convergentes e novos recursos, com redes sociais surgindo a cada dia.
Hoje trataremos de uma das ferramentas que podem ser utilizadas para não só lançar um produto, como também fortalecer sua imagem: a merchandising.
Segundo definição da American Marketing Association, a ação de merchandising é a operação de planejamento necessária para se colocar no mercado o produto ou serviço certo, no lugar certo, no tempo certo, em quantidade e preço certo.
A merchandising pode ser realizada em várias mídias, mas no momento, uma que tem me chamado a atenção é a de TV, mais especificamente programas que apresentam comportamentos humanos, como um reality show, o Big Brother Brasil 10 (BBB 10).
O Big Brotherpode não agradar todo mundo, mas em termos de merchandising ele é um sucesso total. Bem antes de abrir as portas da mansão mais vigiada do Brasil, a Rede Globo havia embolsado perto de R$ 67,5 milhões apenas com a comercialização das cotas de patrocínio. Repetindo a parceria dos últimos anos, a Fiat, a Ambev (por meio da marca Guaraná Antarctica), a Johnson & Johnson (com o protetor solar Sundown) e a Niely Cosméticos investiram R$ 13,5 milhões cada um para garantir presença como cotistas principais do programa. No ano passado, o valor das cotas de patrocínio era de R$ 11 milhões. Apenas um dos patrocinadores da edição passada desistiu de retornar ao confinamento neste ano – o banco HSBC. Em seu lugar entrou a Unilever, com a Knorr. (Fonte: MM Online)
Quem não notou na última festa dos brothers a marca Minuano? Além da exposição da marca em si, atrás da banda que agitava os confinados, faziam parte do cenário vários Minus – mascote da marca. Além é claro, da escolha das roupas super brancas dos participantes que foram tomadas por espuma – que parecia não ter fim! E tudo isso para fortalecer a idéia de limpeza e higiene que a marca pode proporcionar.
Ou ainda, a Fiat, na última prova do Anjo, em que exibia todo o potencial dos seus carros em terrenos difíceis e com obstáculos…
Aparecer em rede nacional em horário nobre, dentro de um contexto real, “aparentemente” desprovido de manipulação parece ser a grande chance de obter visibilidade de marca. E se essa aparição estiver inserida numa situação estratégica para o jogo, como uma festa ou prova para liderança, quando as atenções do público são ainda maiores, melhor.
Talvez seja esse o principal motivo a levar empresas de renome a investirem tanto dinheiro em cotas de patrocínio ou ações de merchandising.
O Big Brother Brasil tornou-se a maior vitrine de início de ano para a exposição dos mais variados tipos de produtos, de margarina e refrigerante a carros, eletrodomésticos e celulares de última geração.
Globo, Universo…. o que isso te lembra? As aulas de geografia? Não, não, não. Estamos falando de mais que semântica. Estamos falando da poderosa rede Globo de Televisão e da Igreja Universal do Reino de Deus. O sistema solar era apenas trocadilho…
O ponto abordado é a guerra entre as emissoras que se acusam mutuamente de jornalismo anti-ético, de administração anti-ética, de gerenciamento anti-ético. O grande problema de tudo isso é saber onde foi parar a prioridade com a multiplicação da notícia, a transmissão de matérias imparciais, o profissionalismo dos meios de comunicação.
O objetivo não é saber quem tem razão, não é saber se entregar ‘x’% do seu salário e certo ou errado nem saber se “a emissora e você tem tudo a ver”. O objetivo é saber onde foi parar a aplicabilidade do juramento que esses jornalistas fizeram quando se formaram.
“Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação…”.
Relembrando: com a verdade e com a informação.
Não podemos desconsiderar, porém, que essa guerra por audiência e credibilidade faz parte das estratégias de comunicação das emissoras, mais ainda, faz parte de um círculo vicioso. Pois, quanto mais matérias forem gravadas, mais o público desenvolve interesse pelo tema e por conseqüência mais ficam em frente à TV. Gênios!
Percebem? Fé ou tradição não tem absolutamente nada com isso, são apenas negócios. Negócios de duas emissoras que, se denegrindo mutuamente, fazem a máquina da comunicação e do entretenimento girar.
Ético ou não, a escolha é sua.











