Depois de 3 meses e 10 dias fora do ar, o A Bordo da Comunicação volta a todo vapor.
O A Bordo da Comunicação começou como atividade acadêmica, em 12/04/2009. A matéria de Comunicação Organizacional ministrada pela professora Claudia Nociolini Rebechi, deu início a presença digital dos estudantes. Tempos depois, com a estruturação da equipe e desenvolvimento de bons conteúdos, desenvolveram duas Revistas Digitais e dois Fóruns Presenciais. Hoje são 24 marinheiros que abordam os temas de Relações Públicas e Comunicação.
Infelizmente, nesses 2 anos e 2 meses de vida A Bordo ficaram fora do ar por 3 mês e 10 dias, pois perderam o antigo domínio, estando em nome de uma outra pessoa com a qual perderam contato. A alternativa foi trocar o domínio para www.blogabordo.com.br, portanto a equipe solicita a substituição dos FEED de vocês.
A partir de hoje, retornam dando prosseguimento ao que já havia sendo feito. Sabe-se que as mudanças planejadas serão aos poucos executadas. Voltarão em beta, pois perderam algumas funções com a troca do domínio, mas vão readaptar neste mês.
Para a reestreia, o blog apresentará uma nova coluna do A Bordo da Comunicação, e em agosto uma grande ação lá no blog. Sem contar que, no começo de Setembro, em Recife, farão um evento, junto com o Intercom Nacional, para o querido público-alvo – os estudantes. É só o começo das novidades, o trabalho será árduo para que todo o conteúdo de eventos e atividades volte ao normal o mais rápido possível.
A equipe A Bordo agradece a todos que perguntaram e acompanharam todo o desenrolar do problema, enquanto o A Bordo ficou fora do ar. E juntos acompanharemos, mais uma vez, o crescimento do blog A Bordo da Comunicação
A equipe do Melhor do Marketing deseja sucesso ao retorno do blog.
A constante necessidade das organizações de estabelecer estratégias para conquista de mercados e de se criar relacionamento com seus públicos originou no termo que chamamos de transmarketing.
Podemos entender que transmarketing é a reunião dos objetivos do Marketing e das Relações Públicas.
Segundo Waldyr Gutierrez Fortes, em seu livro: Transmarketing: estratégias avançadas de Relações Públicas no campo do marketing”: o objetivo do marketing é voltado às estratégias de conquista de mercados, detectando, prognosticando, servindo e satisfazendo as necessidades do consumidor. Por sua vez, o objetivo de Relações Públicas é o relacionamento público das organizações.
O marketing, em sua essência, sempre terá a tarefa de vender alguma coisa, através da análise das necessidades dos seus consumidores.
Cabe ao profissional de marketing promover a criação, oferta e troca de produtos e valores entre consumidores, visando a satisfação das suas necessidades e desejos.
A atuação sinérgica de Relações Públicas e do Marketing vai favorecer e muito o consumidor pois as Relações públicas criam redes de relacionamentos e que vão embasar as ações do Marketing para a conquista de mercados.
E isso vem a convergir com meus posts anteriores, caros leitores: a regionalização de marcas, folkmarketing, Tryvertising, são alguns dos novos conceitos que visam estabelecer esse relacionamento duradouro entre organizações e consumidores.
Embora alguns dirigentes ainda não enxerguem essa conjunção como um fator positivo, é cada vez mais frequente essa busca pelo cliente por muitas organizações.
Você, caro leitor, tem algum exemplo de transmarketing na sua organização? Relate, participe, converse conosco! Deixe aqui nos comentários exemplos de empresas que utilizam esse formato ou se prefertir envie para os nossos canais de relacionamento #omelhordomkt
E quanto ao profissional de Relações Públicas no transmarketing?
Visite www.abordodacomunicacao.com.br e confira!
Há poucos dias, um colega da pós veio conversar comigo sobre mídias sociais. Estávamos comentando sobre ameaças de processos a blogueiros e tuiteiros. Eis o que penso sobre o assunto:
O público que usa (efetivamente) o Twitter e os blogs é um público extremamente crítico. Não preciso nem repetir que as pessoas já falam de empresas e personalidades públicas sem elas estarem efetivamente na rede. Além disso, é um público que detém o poder da comunicação hoje. E o pior (ou melhor): sabe disso. Essas pessoas têm absoluta ciência de que as empresas/personalidades precisam monitorar as redes sociais, interagir com seus públicos e fazer isso direito, sob o risco de ter sua imagem e reputação perigosamente arranhadas.
É interessante como as redes sociais se demonstram solidárias a quem sofre uma ameaça desse tipo. O caso mais recente foi o do Boteco São Bento, ou, segundo o blog Resenha em Seis, “o pior bar do sistema solar”. Vários comentários com ameaças de processos foram postados no blog, e toda a blogosfera e twitosfera se mobilizaram em favor do blog.
Isso significa que jamais poderemos processar alguém na internet? Não. Significa que é preciso tomar cuidado. É preciso analisar quais são os riscos à imagem, se é melhor “deixar a poeira baixar” ou “pôr mais lenha na fogueira”
As empresas/personalidades precisam se dar conta dessa nova realidade, e ter os objetivos bastante claros ao entrar nas redes sociais. Volto a dizer algo que disse no meu primeiro post aqui: esteja ali para resolver problemas, de bom grado. O público vai saber reconhecer. E retribuir sua atenção.
O conceito de RP passa pela gestão da comunicação entre a empresa e seus públicos, baseado em diálogos, não monólogos, e pela gestão da reputação. Em sua própria essência, é um conceito importantíssimo para essa nova era em que vivemos, onde caem todas as verdades prontas da comunicação um-para-todos. Os públicos possuem voz, mais do que nunca, e as empresas que não souberem lidar com essa nova realidade correm sérios riscos de não-sobrevivência no século XXI.
O Manifesto Cluetrain (link: http://www.cluetrain.com), um conjunto de 95 teses que sugerem como devem trabalhar as empresas em um novo ambiente conectado, começa com a afirmação “Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado direto, mercados estão ficando mais espertos – e mais espertos que a maioria das empresas”.
Todas as teses do Manifesto Cluetrain merecem destaque, mas escolhi algumas para comentar aqui.
• Tese #01. Mercados são conversações.
Se uma empresa acredita que está fora das mídias sociais, está errada: as pessoas já estão falando sobre sua marca, seus produtos e serviços. E como ferramentas para estimular conversações, as mídias sociais não aceitam qualquer pessoa ou empresa que queira controlar aquele ambiente. As conversações devem fluir de maneira natural, franca e transparente, e a empresa deve estar disponível para ouvir e conversar com seus públicos, sem mentiras nem meias-verdades.
Resumindo: as mídias sociais são um meio que as pessoas usam para falar de sua empresa, e não o contrário.
• Tese #02. Mercados consistem em seres humanos, não setores demográficos.
A visão de público-alvo como “masculino, classe AB, residente em tal lugar” ficou para trás. Vamos a um exemplo:
Você tem 2 homens, de classe AB, pais de família, um trabalha como advogado, o outro como médico. Qual produto poderia ser consumido pelos dois? Podemos pensar em “cerveja”?
Porém, é preciso pensar no seguinte: um deles é evangélico, cresceu em um ambiente complicado, onde seu pai era alcoólatra, e hoje presta serviços para uma instituição de reabilitação. Vê como ele já não se encaixa mais no público-alvo do produto “cerveja”?
Por isso, as empresas precisam aproveitar a oportunidade de conhecer melhor seus públicos, e as mídias sociais são uma ferramenta excelente para isso: porque é ali que você consegue estabelecer relacionamentos com o seu verdadeiro público.
• Tese #12. Não existem segredos. O mercado em rede sabe mais que as empresas sobre seus próprios produtos. E sendo a notícia boa ou ruim, os consumidores dizem para todo mundo.
Existem diversos sites que servem ao propósito de ser um repositório de reclamações e sugestões de consumidores. O Orkut e o Twitter, por exemplo, também estão cheios de reclamações e sugestões para as empresas, que precisam monitorar tudo o que é falado sobre elas. E responder, de forma franca e realmente interessada em resolver os problemas daquelas pessoas. É entrar ali para ouvir, entender, aprender, resolver problemas, jamais julgando ou batendo de frente. E isso já não é mais um diferencial: é garantir a sobrevivência da empresa.
• Tese #17. As empresas que assumem que mercados online são os mesmos mercados que costumavam assistir seus anúncios na televisão se enganam a si mesmas.
A publicidade na Internet é diferente de tudo o que vimos antes. Porque é convergência, é conversação. E conversação pressupõe via dupla, ouvir o que se quer e o que não se quer também. E o mercado se adapta de forma incrivelmente veloz a essa nova realidade, e ao que parece, não pretende voltar a ser apenas “receptor” nesse processo comunicativo.
• Tese #72. Nós gostamos muito mais deste novo mercado. De fato, nós estamos criando-o.
• Tese #73. Você está convidado, mas é o nosso mundo. Jogue seus sapatos pela janela. Se você quiser negociar conosco, desça do pedestal!
Nunca a frase “o consumidor é o Rei” fez tanto sentido. O ambiente de comunicação na Internet é construído pelas pessoas que participam dele, e as empresas precisam entender e se adaptar a isso. O perfil de “vendedor” perdeu sua força nas mídias sociais, e a comunicação empresarial precisa ser feita por pessoas, de verdade, com humildade e boa vontade para ouvir, conversar e resolver problemas: uma mistura de profissionais de RP e ombudsmen.
Reputações são construídas e destruídas na Internet todos os dias. Por isso, mais do que entender como funciona o Google Analytics, o novo profissional de comunicação digital precisa entender de pessoas, de redes sociais, de Relações Públicas, de comportamento e ética. E precisa aprender as melhores formas de abordagem. Porque a máxima, nesse novo ambiente, não são as ferramentas, nem o uso que se faz delas. São as CONVERSAÇÕES.











