Copa do mundo: a bola (ou o gancho) da vez

Que a Copa do Mundo é um momento histórico e super valorizado não temos dúvidas, que o ‘mundo para’ e prioriza todos os jogos e cada país supervaloriza seu time também não. No entanto, não são todos que se atentam ou observam a Copa do Mundo[bb] como um processo, como uma estratégia. Ok, eu explico.

Você sabia, por exemplo, que marcas representativas no mercado como Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony e Visa são os parceiros da FIFA? Que os patrocinadores da Copa do Mundo FIFA[bb] são empresas como Budweiser, Castrol, McDonald’s, MTN, Mahindra Satyam, Seara e Yingli Solar? Pois é… tudo isso sem mencionar os apoiadores nacionais.

Analisando sob a perspectiva do marketing e da comunicação, estamos num momento glorioso, com infinitas possibilidades de exposição da marca e associação de credibilidade. Um momento em que o país está sensibilizado o suficiente para fazer a relação imediata da marca apresentada pela seleção brasileira[bb]com sucesso, vitória e conquista, requisitos de associação que satisfazem todas as empresas.

A Gatorade aproveitou esse momento de forma simples e sábia. Não inovou nas imagens uma vez que veiculou no comercial partes de um jogo de futebol, mas foi primorosa com o texto que cobre essas imagens abordando o lado emocional dos brasileiros e utilizando as palavras-chave como garra, coragem, time. Finaliza afirmando que cuida, sim cuida da saúde/corpo dos jogadores, como você pode analisar no vídeo abaixo.

Mas como isso começa? Onde está o que chamamos de ‘momento click’ em que o CONSUMIDOR passa a ver a marca com outros olhos? Num comercial bem feito? Um bom texto? Fundo musical bem escolhido? Não não, começa bem antes…. quando os PROFISSIONAIS DE MARKETING começam a estudar o cenário, o público-alvo, o comportamento do brasileiro, jargões utilizados, tendências de moda e tantas outras variáveis.

Exemplificando – Nos EUA , o cidadão trabalha por um objetivo: ser bem sucedido. É isso que tem valor para o país, é isso que desperta no cidadão o dever cumprido. No Brasil, essas questões estão ligadas ao sonho de conquistar a casa própria. Por isso encontramos tantas propagandas e anúncios de venda de apartamentos que focam no  ‘possível,’ ‘no real’, aproximando a oferta com a realidade do comprador. É assim que os elos se formam, que os valores são criados.

As pessoas só priorizam e dão crédito para o que tem valor para elas e só tem valor se ela consegue fazer associação com sua realidade própria. Parece confuso, eu sei, vamos voltar ao mundo do futebol para abordar o tema de outra maneira.

Somos, essencialmente emocionais. Nos emocionamos com conquistas, nos solidarizamos com derrotas e celebramos cada vitória. Isso é importante, isso tem valor, isso  faz parte da nossa rotina… Sucesso, fracasso, celebração.

A coca-cola conseguiu unir tudo isso e somar com a Copa do Mundo nesse comercial http://www.youtube.com/watch?v=qoEms4m3ivQ&feature=related em que aborda as comemorações de cada gol. Veja, mercadologicamente é uma jogada e tanto: temos um protagonista da África do Sul – sede da Copa, temos comemorações de gol de diversos países – diversidade, um texto e um fundo musical brasileiro e informal, perfil totalmente brasileiro e ao final, voltamos ao protagonista, tomando coca-cola. Momento ‘click’ perfeito.

Sim, a Copa do mundo gera milhões de empregos diretos e indiretos, movimenta a economia mundial mas faz também com que as empresas de marketing dêem o que tem de melhor ao seus clientes: emoção e alegria e em troca, recebem o melhor presente que poderiam esperar: a possibilidade de fidelização.

“Eu….sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…”

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